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Milei é alvo de hostilidades em carreata enquanto escândalo de corrupção fragiliza governo argentino

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O presidente da Argentina, Javier Milei, precisou deixar às pressas uma carreata realizada neste domingo (25) em Lomas de Zamora, ao sul da Grande Buenos Aires, após ser alvo de insultos e ataques com pedras. O evento fazia parte de uma mobilização do partido A Liberdade Avança, e tinha ao lado do presidente o deputado José Luis Espert, um dos principais nomes da base governista nas eleições legislativas de outubro.


Imagens que circulam nas redes sociais mostram Milei acenando da caçamba de uma picape quando o tumulto começou. Outros registros flagraram Espert saindo do local de moto, sem capacete, em meio ao clima de tensão. A carreata acabou suspensa por questões de segurança, segundo informou o jornal El Clarín.


Confronto entre apoiadores e opositores


De acordo com veículos argentinos, a confusão teve início após a aproximação de manifestantes contrários ao presidente, que lançaram objetos contra o veículo oficial. Espert acusou militantes ligados à ex-presidente Cristina Kirchner de estarem por trás dos ataques e afirmou que uma fotógrafa da campanha foi ferida.


“Percorremos vários quarteirões em paz, com alegria e grande euforia, e em certo momento pedras caíram muito perto do presidente”, declarou o deputado ao canal TN.


Milei ainda não se pronunciou sobre o episódio.


Corrupção mina credibilidade do governo


O incidente em Lomas de Zamora ocorre em meio à maior crise política desde o início do mandato de Milei. No último dia 22, a Justiça argentina cumpriu mandados de busca e apreensão em investigação sobre um suposto esquema de propina que atinge diretamente o núcleo duro do governo.


A apuração foi deflagrada após a divulgação de áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-dirigente da Agência Nacional da Pessoa com Deficiência (ANDIS), que acusa integrantes da gestão de receberem subornos. Nos registros, Spagnuolo cita a irmã do presidente, Karina Milei, e o subsecretário de Gestão Institucional, Eduardo “Lule” Menem, além de afirmar ter tratado o assunto com o próprio Milei.


A Justiça ainda não confirmou a autenticidade das gravações, mas já apreendeu celulares, veículos, uma máquina de contagem de dinheiro e cerca de US$ 266 mil (R$ 1,5 milhão).


Pressão às vésperas das eleições


Enquanto nega irregularidades, Milei tem intensificado ataques à imprensa e à oposição, tentando conter o desgaste político. A poucos meses das eleições legislativas de outubro, vistas como um teste para a viabilidade de sua agenda de austeridade e reformas econômicas, o presidente enfrenta uma combinação perigosa: instabilidade nas ruas e denúncias no Judiciário.


O episódio em Lomas de Zamora mostra que, além da crise institucional, Milei também passa a lidar com o desgaste de sua imagem pública em meio ao avanço do escândalo de corrupção.


 
 
 

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