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Mobilizações no Rio reforçam luta contra o feminicídio no Dia Internacional da Mulher

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por mobilizações e atividades de conscientização no Rio de Janeiro, reunindo moradores, movimentos sociais e organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres. Na comunidade da Rocinha, uma programação especial promoveu ações sociais, atendimento jurídico e atividades esportivas com o objetivo de ampliar o debate sobre a violência de gênero.


A quadra esportiva da comunidade recebeu moradores interessados em obter orientações e acesso a serviços voltados à proteção das mulheres. O espaço foi transformado em um ponto de apoio e acolhimento, com iniciativas de informação, assistência e conscientização sobre direitos e mecanismos de proteção.


Entre os serviços oferecidos esteve o projeto “Defensoria por Elas”, que disponibilizou orientação jurídica gratuita. As consultas abordaram temas como pensão alimentícia, processos de divórcio e agendamento de exames de DNA para investigação de paternidade. Também foram prestados atendimentos voltados a mulheres que enfrentam situações de violência doméstica e familiar.


Dados preocupantes


De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1,5 mil casos de feminicídio no último ano. Em parte dessas ocorrências, as vítimas já possuíam medidas protetivas contra os agressores, o que evidencia desafios na efetividade das políticas de proteção.


No estado do Rio de Janeiro, 104 mulheres foram assassinadas em crimes classificados como feminicídio. Para especialistas e representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, os números reforçam a necessidade de ampliar a prevenção, o atendimento às vítimas e a responsabilização dos agressores.


Marcha em Copacabana


As mobilizações também incluem a Marcha pelo Dia Internacional da Mulher, realizada na praia de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A concentração foi marcada para as 10h, na altura do Posto 3.


A organização reúne mais de 80 entidades, entre sindicatos, movimentos sociais, coletivos feministas e representantes políticos. Entre as principais reivindicações estão o fortalecimento das políticas de combate ao feminicídio, aumento do orçamento destinado à proteção das mulheres e melhorias nas condições de trabalho.


Como denunciar


Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 190 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Também é possível buscar ajuda pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180, ou pelo Disque Direitos Humanos, no 100, além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.


As mobilizações buscam fortalecer a conscientização pública sobre a violência de gênero e ampliar a pressão por políticas que garantam segurança, respeito e igualdade para as mulheres.


 
 
 

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