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Modelo carioca denuncia ex-jogador Jorge Báez por cárcere, tortura e violência sexual no Paraguai

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 6 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A modelo carioca Jannah Nebbeling, de 29 anos, denunciou publicamente uma série de abusos cometidos durante o relacionamento com o ex-jogador de futebol paraguaio Jorge Báez. Segundo ela, os crimes ocorreram ao longo de três anos, incluindo episódios de agressão física, violência sexual, tortura psicológica e cárcere privado.


Ex-atleta do clube paraguaio Olimpia e com passagem pelo Resende no Campeonato Carioca de 2016, Báez teria mantido a modelo em cativeiro por cerca de um ano no Paraguai. Nesse período, Jannah afirma ter vivido sob constante vigilância e abusos físicos severos.


“Ele me amarrava com cordas, me agredia com luvas de boxe e me mordeu até a mão”, relatou a modelo, que divulgou fotos dos ferimentos e um vídeo em que aparece amarrada. Segundo ela, os abusos ocorriam inclusive enquanto estava inconsciente.


O relacionamento entre Jannah e Báez teria começado em 2022 e terminado oficialmente em novembro de 2024, mas as ameaças e perseguições teriam persistido até julho de 2025. A jovem afirma que tentou denunciar o jogador ainda em território paraguaio, mas foi desencorajada por um médico local. “Ele me disse que o Jorge poderia comprar a polícia. Fiquei completamente desamparada.”


Jannah relatou ainda que o ex-atleta exercia controle total sobre sua rotina. “Fui privada de liberdade, filmada em situações humilhantes, submetida a jogos sádicos que ele chamava de diversão”, revelou. Ela também acusa Báez de tentar silenciar o caso com pagamentos a veículos de comunicação para que a história não se tornasse pública.


Após fugir do Paraguai em uma viagem de ônibus de mais de 40 horas, a modelo conseguiu retornar ao Brasil e prestou depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.


“Reuni o máximo de provas que consegui salvar: fotos, vídeos, prints de conversas e testemunhas. O que eu vivi foi violência, foi tortura. A Justiça precisa agir”, declarou.


O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, Jorge Báez não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. A defesa dele também não foi localizada.


 
 
 

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