Moraes autoriza Bolsonaro a sair da PF para exames em hospital particular
- Marcus Modesto
- 7 de jan.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital particular nesta quarta-feira para a realização de exames médicos. A medida foi tomada após um pedido da defesa, apresentado depois de Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça durante a madrugada de terça-feira, quando estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Conforme a decisão, Bolsonaro passará por uma tomografia computadorizada, uma ressonância magnética do crânio e um eletroencefalograma, exame indicado para analisar a atividade elétrica cerebral. Para a realização desses procedimentos, ele deixará temporariamente a unidade da PF onde cumpre pena.
Deslocamento será discreto e sob responsabilidade da PF
Alexandre de Moraes determinou que tanto o transporte quanto a segurança do ex-presidente durante os exames fiquem sob responsabilidade da Polícia Federal. O despacho estabelece que a operação ocorra de forma reservada, com acesso ao hospital feito pela garagem, evitando qualquer exposição pública.
A Polícia Federal também ficará encarregada de definir o protocolo de segurança e de acompanhar Bolsonaro durante todo o período em que ele permanecer fora da unidade prisional.
Avaliação médica indica quadro sem gravidade
Após a queda, um laudo médico produzido pela Polícia Federal apontou que Bolsonaro apresentava uma lesão superficial no rosto e no pé esquerdo. O relatório descreve que ele estava consciente, orientado e sem sinais de comprometimento neurológico.
Segundo o documento, a motricidade e a sensibilidade dos membros superiores e inferiores estavam preservadas, sendo observado apenas um leve desequilíbrio ao se manter em pé.
Defesa insistiu na realização de exames
Ainda na terça-feira, a defesa do ex-presidente solicitou sua remoção imediata para um hospital, pedido que foi inicialmente negado por Moraes. Na ocasião, o ministro avaliou que não havia necessidade urgente de deslocamento.
A autorização foi concedida após o STF receber o laudo médico da Polícia Federal e a relação de exames considerados necessários pelos advogados. Com a conclusão dos procedimentos previstos para esta quarta-feira, caberá ao Supremo analisar se haverá necessidade de novas providências relacionadas ao acompanhamento de saúde do ex-presidente.




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