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Moraes compara Bolsonaro a chefe da máfia ao votar por condenação no STF

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 9 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado, adotou nesta terça-feira (9) um dos discursos mais duros já registrados contra Jair Bolsonaro (PL). Em seu voto pela condenação do ex-presidente, Moraes o comparou a um “capo da máfia”, destacando que sua ausência do país no dia 8 de janeiro de 2023 não elimina a responsabilidade como líder da trama.


— Qual o melhor disfarce para um líder de organização criminosa, que não conseguiu efetivar o golpe durante todo esse período, do que viajar para o exterior? “Eu não estava lá” — afirmou o ministro.

Ele acrescentou: — Obviamente, quando o soldado da máfia comete um crime a mando do capo da máfia, o chefe não está lá. Mas responde, porque foi ele quem determinou.


Ausência estratégica


Segundo Moraes, a saída de Bolsonaro do Brasil dias antes dos ataques foi uma estratégia calculada para criar a aparência de afastamento. Para o relator, porém, o ex-presidente exerceu papel central na articulação, no incentivo e no planejamento dos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.


O ministro reforçou que Bolsonaro deve ser responsabilizado como líder político e moral do movimento, ainda que não estivesse fisicamente em Brasília.


Posição enfática do STF


A manifestação de Moraes marcou o tom mais incisivo até agora no julgamento do chamado “núcleo crucial” do caso. Com metáforas sobre a dinâmica de organizações criminosas, o ministro consolidou o entendimento de que houve um projeto articulado para atacar o Estado Democrático de Direito, comandado do topo do poder político.


O julgamento segue em curso na Primeira Turma do STF, formada por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino. As sentenças devem ser conhecidas até sexta-feira (12).


 
 
 

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