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Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro e rejeita tentativa de adiar processo da trama golpista

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (1º) um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pretendia incluir uma nova manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre dados ligados a uma conta do Instagram atribuída ao tenente-coronel Mauro Cid, antes da fase final do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.


A defesa alegava que os dados fornecidos por Meta e Google comprovariam que a conta foi criada e operada por Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O objetivo seria contestar a credibilidade do ex-militar, que atua como delator no inquérito e nega qualquer relação com o perfil. Apesar disso, Moraes foi direto: “Não será admitido tumulto processual e pedidos que pretendam procrastinar o processo”.


A negativa do ministro ocorre na reta final da ação que investiga Bolsonaro e aliados por tentativa de subverter o resultado das eleições de 2022. Na semana passada, Moraes deu prazo de 15 dias para que a PGR apresente as alegações finais, quando será decidido se o órgão vai pedir a condenação ou a absolvição dos envolvidos.


Segundo o advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, os dados técnicos comprovam o vínculo da conta com Mauro Cid: o e-mail de cadastro estaria vinculado ao militar, e houve acessos simultâneos entre o Instagram e o endereço eletrônico, com uso de IP localizado na mesma região onde Cid reside, em Brasília. Além disso, o número de registro da conta também teria conexão com o militar.


“O que tem se revelado nestes autos é que as mentiras do delator não só têm se amontoado, como também são cada vez mais descaradas e, aparentemente, envolvem destruição de prova”, disse Vilardi, destacando que a conta foi deletada posteriormente.


Apesar disso, em novo depoimento à Polícia Federal, Cid voltou a negar qualquer ligação com o perfil, alegando desconhecer a conta e negando o uso de redes VPN — tecnologia usada para ocultar a localização real de um usuário. Ele também refutou a acusação de ter trocado mensagens com o advogado Eduardo Kuntz, que alegou ao STF ter mantido conversas com o militar por meio da plataforma.


Com a negativa de Moraes, o processo seguirá sem interrupções até a apresentação das alegações finais. A análise dos elementos apresentados pela defesa, caso considerada pertinente, será feita na etapa apropriada, conforme indicou o ministro.


O julgamento do caso pode ter desdobramentos políticos e criminais relevantes para Bolsonaro e seu núcleo mais próximo, à medida que o STF avança na responsabilização por atos relacionados à tentativa de ruptura democrática após as eleições de 2022.


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