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Morre Mino Carta, fundador da Carta Capital e voz marcante do jornalismo brasileiro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 2 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

O jornalista Mino Carta morreu nesta terça-feira (2), em São Paulo, aos 91 anos. Fundador e diretor de redação da Carta Capital, ele vinha enfrentando problemas de saúde, com internações recorrentes, segundo informou a própria revista.


Nascido em Gênova, na Itália, em 1932, Mino chegou ao Brasil aos 13 anos, pouco depois da Segunda Guerra Mundial. Construiu aqui uma das trajetórias mais importantes do jornalismo nacional, marcada pela ousadia editorial e pela criação de veículos que transformaram o cenário da imprensa.


Criador de marcos da imprensa

Mino começou na Quatro Rodas, da Editora Abril, ainda nos anos 1960. Foi um dos idealizadores e primeiro diretor da Veja (1968), esteve à frente da criação do Jornal da Tarde (1966), da IstoÉ (1976) e do Jornal da República (1979), este último em parceria com Cláudio Abramo, num momento de abertura política durante a ditadura militar. Mas foi em 1994 que consolidou sua marca mais pessoal: a Carta Capital, revista que se propôs desde o início a ser uma alternativa progressista no debate público brasileiro.


Uma voz crítica

Ao longo da carreira, Mino nunca escondeu seu posicionamento editorial. Com Carta Capital, enfrentou diretamente a hegemonia da grande imprensa conservadora, trazendo análises críticas sobre política e economia. Para ele, jornalismo era um ato de compromisso com a democracia e com o questionamento dos poderosos.


Repercussão

A morte de Mino gerou manifestações imediatas. Em uma rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a perda do amigo:

“Em meio ao autoritarismo do regime militar, as publicações que ele dirigia denunciavam os abusos dos poderosos e davam voz àqueles que clamavam por liberdade”, escreveu o presidente.


Legado

Mino Carta deixa como legado não apenas veículos que marcaram época, mas também uma visão de jornalismo que unia rigor, coragem e posicionamento. Sua trajetória permanece como referência para gerações de jornalistas que buscam unir informação e crítica em tempos de disputas políticas e sociais.

Com informações Agência Brasil


 
 
 

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