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Mãe acusa pastor de usar imagem de filho autista em campanhas e entra na Justiça por indenização

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Uma moradora do Distrito Federal ingressou na Justiça contra o pastor Anderson Silva e contra o Instituto Família Silva, responsável por projetos sociais na região de Samambaia. A mulher acusa o líder religioso de utilizar a imagem de seu filho autista em campanhas nas redes sociais para arrecadar dinheiro sem repassar os valores prometidos à família.


O caso ganhou repercussão após surgirem denúncias sobre um suposto desvio de aproximadamente R$ 500 mil envolvendo iniciativas sociais associadas ao pastor ao longo de 2025.


Anderson Silva é fundador do projeto social A Casa do John John, ligado ao Instituto Família Silva. A iniciativa afirma oferecer apoio voluntário a mães de crianças e adolescentes autistas e diz já ter atendido mais de 300 famílias.


Campanha nas redes sociais


De acordo com o relato da mulher, o primeiro contato com o pastor ocorreu no fim de 2023, quando ela buscava ajuda para reformar a casa onde morava com o filho, então com 15 anos.


Segundo a denúncia, a adaptação do imóvel seria necessária para garantir a segurança do adolescente, que necessita de cuidados constantes. Durante a visita à residência, o pastor teria pedido autorização para gravar fotos e vídeos do jovem, afirmando que utilizaria o material para arrecadar doações destinadas integralmente à família.


O vídeo foi publicado nas redes sociais do religioso e alcançou quase 800 mil visualizações. Nas imagens, o pastor aparece emocionado enquanto faz um apelo por contribuições financeiras para ajudar a mãe e o filho.


Durante a campanha, ele teria informado que pretendia arrecadar cerca de R$ 30 mil para alugar uma casa para a família, mobiliar o imóvel e garantir plano de saúde para ambos.


A mulher afirma ainda que recebeu a promessa de um auxílio mensal de aproximadamente R$ 600 para compra de alimentos. Segundo ela, o valor teria sido pago apenas durante seis meses.


Suspeita de arrecadação milionária


Posteriormente, ainda conforme a denúncia, uma ex-funcionária da organização teria revelado que os vídeos envolvendo o adolescente teriam gerado mais de R$ 2 milhões em arrecadações.


A mãe afirma que nunca recebeu qualquer quantia proveniente da campanha e que não teve acesso a prestação de contas sobre os valores obtidos.


Após deixar o imóvel alugado, a família precisou vender uma casa herdada em Sobradinho. Atualmente, segundo o relato, os dois vivem de favor na residência de parentes.


Processo pede indenização


Na ação judicial, a mulher pede indenização de R$ 330 mil por danos morais e materiais. A defesa sustenta que houve exploração da imagem do adolescente em situação de vulnerabilidade sem que os recursos arrecadados fossem destinados à família.


Procurado para comentar as acusações, o pastor Anderson Silva não respondeu até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

Foto Reprodução


 
 
 

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