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Negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia terminam em Genebra sem acordo sobre territórios

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

A nova rodada de negociações trilaterais realizada nesta quarta-feira (18), em Genebra, terminou sem consenso entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia. Apesar de avanços pontuais, as divergências sobre questões territoriais continuam bloqueando um possível acordo para encerrar o conflito que se aproxima de quatro anos.


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que houve progresso em alguns pontos, sobretudo nas discussões relacionadas ao campo militar. No entanto, destacou que permanecem diferenças significativas quanto ao controle de áreas no leste ucraniano e ao futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia.


As conversas desta quarta duraram cerca de duas horas e complementaram as seis horas de reunião realizadas no dia anterior. Representantes das delegações classificaram o diálogo como complexo, mas mantiveram a perspectiva de novos encontros em breve.


O chefe da delegação russa, Vladimir Medinski, descreveu as tratativas como “difíceis, mas profissionais”, sem detalhar possíveis concessões. Já o ministro da Defesa ucraniano e líder da equipe de Kiev, Rustem Umerov, reconheceu avanços, mas evitou divulgar conteúdos específicos discutidos a portas fechadas.


No centro do impasse está a disputa pela região de Donbas. Moscou insiste na cessão do território, enquanto Kiev rejeita qualquer renúncia às áreas que ainda controla. A divergência é considerada o principal obstáculo para um acordo definitivo.


Antes mesmo do encerramento da rodada, Zelensky acusou Moscou de arrastar as negociações e defendeu a ampliação do diálogo com a participação de países europeus, que classificou como essencial para garantir uma solução estável.


Os Estados Unidos atuaram como mediadores. O enviado especial do governo Trump, Steve Witkoff, havia indicado previamente a existência de avanços relevantes, mas o encontro em Genebra terminou sem definição concreta.


Com o conflito prestes a completar quatro anos, a expectativa recai agora sobre a próxima rodada de negociações, que poderá indicar se há espaço real para superar o impasse territorial que trava o acordo de paz.



 
 
 

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