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O silêncio da prefeitura diante da escalada de homicídios em Barra Mansa

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
29 de set. de 2025
1 min de leitura

Barra Mansa vive uma onda de assassinatos que já não pode ser tratada como casos isolados. No domingo (28), o bairro Vila Maria foi palco de mais uma execução: Igor Leandro da Silva Santos, de 31 anos, foi morto a tiros na porta do próprio bar, na rua principal da comunidade. Os autores chegaram em uma moto Honda Biz e fugiram logo após os disparos.


Esse não é um episódio qualquer. Com o crime, a cidade chega a sete homicídios em apenas dez dias — uma estatística que coloca Barra Mansa em posição comparável ao Rio de Janeiro, que no mesmo período contabilizou dez assassinatos a tiros, segundo a plataforma Fogo Cruzado. A diferença é que a capital tem 6,2 milhões de habitantes, enquanto Barra Mansa tem pouco mais de 170 mil.


A população já não se surpreende, mas se assusta. Em vez de medidas concretas, prevalece o silêncio do poder público. Não há plano, não há resposta, não há sequer um posicionamento claro da prefeitura sobre a escalada de violência. O resultado é o domínio cada vez mais evidente do tráfico, que ocupa o espaço deixado pelo Estado.


Enquanto cidades vizinhas não registram índices tão alarmantes, Barra Mansa se destaca de forma negativa. A cada novo crime, a mesma rotina: polícia investiga, prefeitura se cala, população se apavora. O ciclo se repete, sem perspectiva de mudança.


A pergunta que se impõe não é mais “quando vai parar?”, mas até quando as autoridades locais vão se omitir diante de um cenário que já virou tragédia anunciada?


Foto Marcus Modesto


 
 
 

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