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“O Sonho de Rosinha” leva representatividade e emoção a escola do Paraíso de Cima

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 28 de fev
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Barra Mansa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, promoveu nesta sexta-feira (27) uma ação cultural voltada à representatividade e à valorização da identidade. A atividade foi realizada na Escola Vocacionada Socioambiental – Ciep 483 Ada Bogato, localizada no bairro Paraíso de Cima, em Barra Mansa.


Estudantes do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental acompanharam a apresentação do livro “O Sonho de Rosinha”, interpretado pela própria autora, Mônica Melanie.


Literatura, identidade e sonhos


Com música, encenação e interação pelos espaços da escola, a história envolveu as crianças na trajetória de Rosinha, uma menina negra que sonha em ser astronauta. A narrativa, construída de forma lúdica, provocou reflexões sobre pertencimento, ancestralidade e a importância de acreditar que todos podem ocupar qualquer espaço.


Segundo Mônica, a proposta do livro é ampliar horizontes na literatura infantil. Ela destacou que a personagem simboliza novas possibilidades para meninas negras, frequentemente retratadas apenas em contextos de dor. Para a autora, apresentar novas perspectivas na infância é uma maneira de fortalecer autoestima e estimular sonhos.


Educação que transforma


A diretora da unidade, Cristiana Aparecida, afirmou que a iniciativa cumpre papel formativo dentro da escola. De acordo com ela, o que começa como teatro e entretenimento rapidamente se transforma em reflexão, especialmente quando surgem questionamentos sobre identidade e oportunidades.


A apresentação contou ainda com a participação das atrizes Samira Abdalla e Letícia Nobre, integrantes da Cia Ohana. O projeto é realizado por meio do edital Literatura do Rio ao RJ, incentivando ações culturais em escolas públicas.


A atividade reforçou o papel da literatura como ferramenta de transformação social, despertando nas crianças não apenas o gosto pela leitura, mas também a consciência sobre representatividade e igualdade de oportunidades.

Foto Secom


 
 
 

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