Operação Bisturi: Polícia Federal Prende Homem Responsável por Fornecer Armas e Drones a Facção Criminosa no Rio
- Marcus Modesto
- 12 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta terça-feira (11/3), a Operação Bisturi, que resultou na prisão de um homem suspeito de ocupar uma posição estratégica em uma das principais organizações criminosas do Rio de Janeiro. A ação foi realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Estadual de Polícia Civil (SEPOL/RJ) e contou com o apoio do 20º Batalhão da Polícia Militar (PMERJ).
O investigado foi detido no Fórum Federal de São João de Meriti/RJ, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido no âmbito de uma investigação sobre organização criminosa.
Atuação no Fornecimento de Armas e Equipamentos de Guerra
Segundo a Polícia Federal, o suspeito era responsável por selecionar, comprar, contrabandear e fornecer equipamentos bélicos e táticos ao líder da facção criminosa. Entre os materiais fornecidos estavam:
• Fuzis
• Bloqueadores de sinais
• Comunicadores de longa distância
• Drones
A atuação do preso tinha foco especial no fornecimento de aparelhos de transmissão de sinais usados para monitorar atividades policiais, proteger áreas controladas pela facção e atacar grupos rivais.
Histórico de Crimes e Prisão Anterior
Em 2024, o homem já havia sido preso ao retirar uma remessa contendo um “fuzil-antidrone” contrabandeado. Na época, ele também foi identificado como fornecedor de drones utilizados para lançar granadas contra integrantes de uma facção inimiga em uma disputa territorial na região da Penha, na Zona Norte do Rio.
Apesar da prisão anterior, ele foi liberado com a aplicação de uma medida cautelar, que exigia seu comparecimento periódico à Justiça.
Mandados de Busca e Apreensão
Além da prisão preventiva, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. Os locais estão situados na comunidade Buraco do Boi, em Nova Iguaçu/RJ.
A Polícia Federal segue investigando a estrutura da organização criminosa e a atuação do suspeito no fornecimento de armamento de alta tecnologia para o grupo.
Foto PRF




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