Operação da Polícia Civil no Dona Marta tem confronto, explosões e mobiliza Zona Sul do Rio
- Marcus Modesto
- 23 de jun.
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A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (23), uma grande operação na comunidade Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para cumprir mandados contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A ação provocou intenso confronto armado, com registros de disparos e explosões que puderam ser ouvidos em diversos bairros da região.
Desde o início da operação, moradores relataram momentos de tensão diante da forte presença policial e do sobrevoo de helicópteros. O barulho dos tiros foi percebido não apenas em Botafogo, mas também em bairros vizinhos, como Humaitá, Laranjeiras e Copacabana.
A ofensiva é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que durou cerca de 22 meses. Durante esse período, os investigadores mapearam a atuação de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na comunidade e identificaram 44 suspeitos ligados ao esquema.
Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía uma estrutura hierarquizada, com funções definidas para garantir o funcionamento das atividades criminosas. Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela 26ª Vara Criminal da Capital.
Moradores descreveram um cenário de forte mobilização policial. Viaturas ocuparam pontos estratégicos próximos à comunidade, enquanto equipes avançavam pelas principais entradas do morro. A Praça Corumbá foi utilizada como base de apoio para a concentração dos agentes e recepção dos detidos.
A movimentação também provocou reflexos no trânsito da Zona Sul. Motoristas enfrentaram lentidão e retenções em vias importantes da região, especialmente na Rua São Clemente, uma das principais ligações entre os bairros.
De acordo com as investigações, a liderança da facção seria exercida por Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como “Ronaldinho Tabajara” ou “R9”, atualmente preso em uma unidade federal de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Já a coordenação das atividades criminosas dentro da comunidade estaria sob responsabilidade de Francisco Rafael Dias da Silva, o “Mexicano”.
A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é enfraquecer a estrutura do tráfico de drogas na comunidade, reunir novas provas e identificar outros integrantes da organização criminosa. Até o fechamento desta reportagem, o número de presos e o balanço final da ação ainda não haviam sido divulgados pelas autoridades.




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