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Operação do MP desmonta esquema milionário e leva prefeito de Turilândia à prisão

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma ofensiva do Ministério Público do Maranhão (MPMA) abalou o cenário político de Turilândia ao resultar na prisão do prefeito, da primeira-dama, de vereadores e de outros agentes públicos suspeitos de integrar um amplo esquema de desvio de recursos municipais. As apurações apontam que mais de R$ 56 milhões teriam sido retirados dos cofres públicos entre os anos de 2021 e 2025.


Batizada de Operação Tântalo II, a ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e representa um novo capítulo das investigações iniciadas no início do ano.


Após dois dias sem ser localizado, o prefeito Paulo Curió (União Brasil) apresentou-se à polícia em São Luís na quarta-feira (24). Na mesma ocasião, também se entregaram a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima, o marido dela, Marlon Serrão, e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros. Com as apresentações voluntárias, todos os mandados de prisão pendentes foram cumpridos.


Segundo o MPMA, o esquema teria envolvido ainda a vice-prefeita Tânia Mendes, os 11 vereadores em exercício, um ex-vereador, servidores municipais e empresários. Parte dos investigados teve a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar ou por medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico.


O prefeito e a vice-prefeita foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde devem cumprir prisão preventiva. Outros alvos da investigação permanecem em liberdade, mas submetidos a restrições determinadas pela Justiça.


A operação mobilizou grande aparato policial e judicial, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em diferentes municípios maranhenses, como São Luís, Paço do Lumiar, Pinheiro, Barreirinhas e Santa Helena. A ação aprofunda os desdobramentos da primeira fase da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro.


As investigações apontam indícios de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público, contratos simulados eram firmados com empresas de fachada, usadas como instrumento para o desvio de recursos públicos.


Entre as empresas investigadas estão Posto Turi SP Freitas Júnior Ltda., Luminer Serviços Ltda., MR Costa Ltda. e WJ Barros Consultoria Contábil. O MP destaca que o Posto Turi, ligado a Marlon Serrão, recebeu mais de R$ 17,2 milhões da prefeitura. Parte desse montante teria retornado ao prefeito, enquanto outra parcela foi destinada ao custeio de despesas pessoais de aliados políticos.


O Ministério Público segue analisando o material apreendido e não descarta o oferecimento de novas denúncias nos próximos meses.



 
 
 

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