Operação Centelha: dinheiro do jogo do bicho abastecia rede de combustíveis no Rio
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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A manhã desta quarta-feira (6) começou com uma ofensiva de peso da Polícia Federal contra um esquema milionário que, segundo as investigações, transformava dinheiro do jogo do bicho em patrimônio aparentemente legalizado.
Batizada de Operação Centelha, a ação mira uma organização criminosa que teria montado uma engrenagem sofisticada para lavar dinheiro, utilizando uma rede de postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas registradas em nome de “laranjas”.
A ofensiva ocorre com respaldo da Justiça, que autorizou 16 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens dos investigados — um movimento que atinge diretamente o coração financeiro do grupo.
As diligências se concentram em diversos pontos do estado, incluindo a capital fluminense e a Costa Verde, com apoio do Ministério Público Federal, através do Gaeco. A operação revela a capilaridade do esquema, espalhado por bairros estratégicos e áreas de grande circulação econômica.
🚨 Estrutura criminosa e agentes públicos na mira
Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar, o que adiciona um componente ainda mais grave ao caso: a suspeita de infiltração do crime organizado dentro das forças de segurança.
De acordo com a investigação, o grupo operava como uma verdadeira empresa, com divisão clara de funções e atuação contínua. A estrutura empresarial — composta por postos de combustíveis e empresas de gestão patrimonial — seria usada para ocultar a origem ilícita dos recursos e driblar o fisco.
O bloqueio judicial alcança um patrimônio expressivo: imóveis, veículos de luxo, cotas empresariais e pelo menos 16 embarcações, muitas delas registradas em nome de terceiros para dificultar o rastreamento.
⚖️ Crimes e próximos passos
Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. Outras acusações não estão descartadas e podem surgir conforme o avanço das apurações.
A Operação Centelha expõe mais uma vez como atividades ilegais tradicionais, como o jogo do bicho, continuam se reinventando com estruturas empresariais complexas — e, em alguns casos, contando com a proteção de quem deveria combatê-las.
Foto PF




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