Operação Conjunta Prende 12 Integrantes Ligados ao PCC em São Paulo
- Marcus Modesto
- 14 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Uma operação conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas na manhã desta terça-feira (14) sob acusação de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os detidos estão o presidente e o vice-presidente da ONG Pacto Social & Carcerário, com sede em São Bernardo do Campo, além de três advogados.
A operação, chamada “Scream Fake” (Falso Grito), cumpriu 14 mandados de busca e apreensão na capital paulista e em cidades como Guarulhos, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto e Londrina (PR). Durante a ação, celulares, documentos e anotações foram apreendidos para análise.
O nome da operação faz referência ao documentário “O Grito”, da Netflix, que aborda o sistema penitenciário brasileiro, onde a ONG aparece com destaque. As investigações tiveram início há três anos após a apreensão de cartões de memória e manuscritos com informações sobre a estrutura do PCC, incluindo setores chamados “gravatas” (advogados), “saúde” e “financeiro”.
De acordo com a Polícia Civil, a ONG atuava no setor de “reivindicações”, promovendo manifestações e ações judiciais orientadas por presos do PCC para desestabilizar o sistema de justiça criminal. “Essas manifestações eram todas dirigidas por integrantes do PCC, não surgiam legitimamente de familiares de presos”, explicou o promotor Lincoln Gakiya.
Núcleo “Gravatas” e Atendimento Médico Ilegal
Os advogados detidos gerenciavam não apenas a assistência jurídica aos presos, mas também os setores de saúde e reivindicações. Eles contratavam médicos e dentistas para prestar serviços dentro das penitenciárias, sem que esses profissionais soubessem de sua ligação com a facção. Procedimentos como cirurgias estéticas e clareamento dentário eram realizados para membros de alta hierarquia da organização criminosa.
“Esse setor funcionava como um plano de saúde do crime organizado, mas era acessível apenas à elite da facção”, afirmou o delegado Edmar Caparroz, responsável pela investigação.
Medidas Legais
A Justiça determinou a suspensão das atividades da ONG e a retirada de seus conteúdos das redes sociais. A Agência Brasil não obteve retorno da ONG ou de seus advogados até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.
Fonte : Agência Brasil




Comentários