Operação da Polícia Civil frustra plano de ataques terroristas no Centro do Rio
- Marcus Modesto
- há 1 dia
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (2) que uma operação de grande alcance conseguiu impedir ataques violentos que estavam sendo articulados para o Centro da capital. A ação, chamada Operação Break Chain, resultou na prisão de três suspeitos. As identidades ainda não foram divulgadas.
De acordo com a corporação, o trabalho foi conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), após um monitoramento que identificou grupos organizados promovendo manifestações com viés antidemocrático e planejando o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov. Ao longo da operação, foram cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da Região Metropolitana e também do interior do estado.
Inicialmente, quatro pessoas eram alvos das medidas judiciais. No decorrer da manhã, novas informações surgiram e levaram à identificação de outros 13 suspeitos, o que levou a Justiça a autorizar a ampliação da ofensiva policial.
Articulação nas redes e risco à população
As investigações apontam que os grupos utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para organizar atos programados para esta segunda-feira, às 14h, em vários estados do país. No Rio de Janeiro, a mobilização estava prevista para ocorrer em frente à Assembleia Legislativa (Alerj), no Centro da cidade.
Apesar de se apresentarem como um movimento apartidário e anticorrupção, os integrantes — que se autodenominavam “Geração Z” —, segundo a Polícia Civil, incentivavam ações violentas e planejavam ataques a prédios públicos, estruturas de telecomunicações, autoridades e centros políticos. O objetivo seria provocar pânico e instabilidade social.
Durante o monitoramento, os agentes encontraram conteúdos ligados à radicalização, além de instruções detalhadas para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, e bombas caseiras com objetos metálicos, o que representava uma ameaça concreta à segurança da população.
Os investigados podem responder por crimes como incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefatos explosivos ou incendiários. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.
Foto reprodução




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