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Operação em Cabo Frio mira esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 10 minutos
  • 2 min de leitura

Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizada nesta sexta-feira (13) teve como foco um esquema suspeito de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro com base em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A ação foi conduzida por agentes da 126ª Delegacia de Polícia (Cabo Frio).


Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Cabo Frio e também em Itaperuna, no interior do estado do Rio de Janeiro, além de imóveis na região portuária do estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente. Durante as diligências, os agentes apreenderam uma arma de fogo, documentos e dispositivos eletrônicos.


De acordo com as investigações, o principal alvo da operação estaria ligado ao tráfico internacional de cocaína proveniente da Bolívia. A suspeita é de que aeronaves particulares fossem usadas para transportar a droga, enquanto uma empresa registrada no nome da ex-companheira do investigado serviria como fachada para movimentar recursos obtidos com o crime.


Investigação começou com irregularidade em armas


A apuração teve início em 2025 após a constatação de irregularidades envolvendo armas de fogo. O investigado possuía registro de atirador desportivo, que acabou sendo cancelado. Mesmo assim, segundo a polícia, ele não regularizou a situação do armamento dentro do prazo legal.


Com o avanço das investigações, os policiais identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada do suspeito. Também foi constatado que ele não possuía vínculos formais de trabalho nem atividades empresariais que justificassem os valores movimentados.


Transferências suspeitas e possível ligação com facção


A análise das transações bancárias apontou transferências feitas por traficantes de outros estados. Em 2022, um líder do tráfico da Bahia teria enviado mais de R$ 26 mil ao investigado. No ano seguinte, outra transferência de R$ 30 mil foi registrada.


As investigações indicam ainda que o suspeito utilizava dois números de CPF — um verdadeiro e outro clandestino — e mantinha ligação com uma empresa de fachada. Há também indícios de relação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).


Justiça determina bloqueio de bens


Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de investigados e empresas ligadas ao esquema, com limite de até R$ 500 mil por pessoa, além do sequestro de imóveis e veículos.


Os envolvidos também deverão entregar passaportes em até 48 horas e cumprir medidas cautelares, como a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial e comparecimento periódico à Justiça.


Segundo a Polícia Civil, a operação busca aprofundar a investigação financeira e reunir novas provas para desmontar a rede suspeita de movimentar recursos do narcotráfico.

Foto Reprodução


 
 
 

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