Operação mira esquema de venda forçada e apreende tonelada de farinha na Baixada Fluminense
- Marcus Modesto
- há 17 horas
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Uma ação conjunta da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro com apoio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro resultou na apreensão de mais de uma tonelada de farinha de trigo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A operação aconteceu na última terça-feira (31) e teve como alvo um depósito apontado como parte de um esquema criminoso de comercialização irregular.
Coordenada por agentes da 60ª e da 66ª Delegacia de Polícia, a ação levou os investigadores até um imóvel localizado na comunidade do Pantanal. No local, foram encontrados mais de 50 sacos de farinha, cada um com 25 quilos, totalizando uma carga significativa do produto.
Comerciantes sob pressão
As investigações indicam que comerciantes da região estariam sendo coagidos a comprar a farinha por preços acima do mercado. A denúncia chegou às autoridades após ser levada ao deputado estadual Marcelo Dino, que preside a Frente Parlamentar de Retomada de Território.
Segundo o parlamentar, a prática afeta diretamente a economia local, impactando desde pequenos comerciantes até o consumidor final, com reflexos no preço de produtos básicos, como o pão.
Estrutura do crime
O depósito seria ligado a um esquema atribuído a um traficante conhecido como “Flamengo”, apontado como integrante da facção Terceiro Comando Puro. Ele é considerado foragido da Justiça.
Durante a operação, os agentes também identificaram uma possível rota de fuga nos fundos do imóvel, o que levanta suspeitas de que o espaço pudesse ser utilizado como ponto de apoio logístico para atividades criminosas.
Investigação pode se expandir
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro agora apura se o esquema se estende para outras cidades da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, onde há relatos de práticas semelhantes.
A suspeita é de que a atuação do grupo vá além da venda irregular, envolvendo também controle econômico de territórios dominados pelo tráfico. Novas diligências devem ser realizadas para identificar outros depósitos e possíveis ramificações da rede criminosa na região.




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