Operação nacional mira suspeita de preços abusivos em postos de combustíveis
- Marcus Modesto
- 27 de mar.
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Uma ação coordenada entre a Polícia Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi deflagrada nesta sexta-feira (27) com o objetivo de investigar possíveis irregularidades no mercado de combustíveis em todo o país. Batizada de Operação Vem Diesel, a ofensiva ocorre simultaneamente em 11 estados e no Distrito Federal.
A mobilização integra a força-tarefa criada para monitorar o setor e conta ainda com a atuação de Procons estaduais. O foco das equipes é identificar práticas como aumentos injustificados nos preços ao consumidor e indícios de combinação entre empresas para controle artificial do mercado.
Fiscalização ampliada e foco no consumidor
De acordo com a Polícia Federal, a operação também busca apurar condutas que possam configurar abuso econômico e prejuízo direto à população. Caso sejam constatadas irregularidades com indícios de crimes contra a ordem econômica, tributária ou contra as relações de consumo, os casos serão aprofundados em investigações formais.
Números já acendem alerta
Um levantamento divulgado na véspera da operação pelos ministérios da Justiça e de Minas e Energia revela a dimensão do problema. Desde o início de março, mais de 3 mil postos e centenas de distribuidoras foram fiscalizados em todo o Brasil.
Entre os agentes regulados analisados pela ANP, dezenas de distribuidoras apresentaram indícios de irregularidades. Em alguns casos, foram identificadas margens de lucro consideradas fora do padrão, incluindo situações em que o diesel apresentou aumento expressivo na margem bruta.
Empresas sob investigação
Diversas distribuidoras passaram a responder a processos administrativos após autuações da ANP. Entre elas estão Ipiranga, Raízen e Vibra Energia, além de outras companhias do setor.
A ofensiva reforça a pressão sobre o mercado de combustíveis e sinaliza uma tentativa do governo de coibir práticas que impactam diretamente o bolso do consumidor, em um momento de constante oscilação nos preços.
Foto PF




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