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Pátio de Manobras: Obras avançam, mas travessias ferroviárias seguem matando em Barra Mansa

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

Apesar do avanço das obras de readequação ferroviária em Barra Mansa, a cidade continua convivendo com um problema grave e recorrente: as mortes nas passagens em nível. O discurso oficial de modernização não resiste aos fatos. O risco permanece porque uma solução estrutural foi retirada do projeto original por decisão política — a passagem subterrânea da Rua Duque de Caxias, no Centro da cidade.


A exclusão da obra ocorreu durante a gestão do então prefeito Roosevelt Brasil, apontado como o principal responsável pela retirada da passagem subterrânea do projeto. A intervenção, considerada essencial para eliminar o conflito direto entre trens, veículos e pedestres em um dos pontos mais movimentados do município, foi abandonada sem que uma alternativa eficaz fosse apresentada. O resultado é conhecido: os acidentes continuam acontecendo.


Nesta sexta-feira (16), o ministro dos Transportes, Renan Filho, visita Barra Mansa para vistoriar as obras da travessia urbana e do Pátio de Manobras, empreendimento que já alcança cerca de 90% de execução. A agenda integra a caravana “Na Boleia do Brasil” e destaca intervenções que, no papel, prometem melhorar a mobilidade urbana. Na prática, porém, a decisão tomada no passado segue cobrando um preço alto da população.


O projeto inclui a realocação do Pátio de Manobras para Anísio Brás, abertura e pavimentação de novas vias e a construção do viaduto do Barbará. As obras são executadas pelo DNIT, com recursos do Governo Federal e contrapartida da Prefeitura, dentro do Novo PAC. Ainda assim, a ausência da passagem subterrânea no Centro transformou uma obra estruturante em uma solução incompleta.


Dividido em quatro fases, o empreendimento acumula viadutos, pontes e passarelas entregues, mas mantém passagens em nível em pontos críticos da malha urbana. A quarta fase, ainda em licitação, prevê o fim das manobras ferroviárias no centro apenas em 2026. Até lá, pedestres seguem disputando espaço com trens em um cenário de risco permanente.


Ao retirar a passagem subterrânea da Rua Duque de Caxias, Roosevelt Brasil assumiu uma escolha que hoje se revela trágica. Não se trata de uma falha técnica, mas de uma decisão política que ignorou alertas, estudos e a realidade do local. Enquanto autoridades celebram percentuais de execução e agendas institucionais, a cidade continua enterrando vítimas de um problema que poderia ter sido evitado.


Obras avançam. Vidas, não.

Foto MT


 
 
 

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