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PAA avança em Barra Mansa, mas agricultores cobram ampliação e menos burocracia

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

A reunião realizada nesta segunda-feira (12) entre a Prefeitura de Barra Mansa e agricultores familiares, no distrito de Santa Rita de Cássia, expôs tanto o alcance quanto os limites do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no município. O encontro, ocorrido na sede da Associação dos Produtores Familiares (APFAM), serviu para alinhar a execução do programa, mas também trouxe à tona desafios antigos enfrentados por quem vive da produção rural.


Ao todo, 26 agricultores foram habilitados para fornecer alimentos ao PAA, com um teto anual de R$ 15 mil por produtor. Embora o programa represente uma fonte importante de renda e garanta o destino da produção, o número de beneficiados ainda é considerado baixo diante da quantidade de famílias que dependem da agricultura familiar em Barra Mansa. Produtores avaliam que a limitação de vagas e de valores reduz o impacto econômico do programa no campo.


Durante a reunião, representantes da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos apresentaram orientações sobre a retirada dos cartões do PAA e o fluxo de pagamentos, que serão feitos pelo Governo Federal após a entrega dos produtos e a validação das notas fiscais. Os repasses quinzenais trazem previsibilidade financeira, mas agricultores apontam que atrasos e exigências burocráticas continuam sendo entraves frequentes na execução do programa.


A prefeitura destacou a importância da organização documental e do cumprimento rigoroso das regras para que o município continue habilitado a receber recursos federais. No entanto, produtores ressaltaram que muitos agricultores acabam ficando de fora justamente pela dificuldade de atender às exigências técnicas e administrativas, realidade comum no meio rural.


Apesar das críticas, o PAA segue sendo visto como uma política pública estratégica, ao conectar a produção local à rede de assistência social. Os alimentos adquiridos são destinados a famílias em situação de vulnerabilidade e a entidades assistenciais, fortalecendo a segurança alimentar no município.


Para os agricultores, o programa ainda cumpre um papel fundamental, mas precisa avançar. A expectativa é que a prefeitura amplie o número de participantes, simplifique processos e fortaleça o apoio técnico, garantindo que o PAA deixe de ser apenas uma política pontual e se consolide como instrumento efetivo de desenvolvimento rural e inclusão social em Barra Mansa.

Foto Divulgação


 
 
 

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