Paes antecipa saída da Prefeitura e acelera disputa pelo Governo do Rio
- Marcus Modesto
- há 2 dias
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou que deixará o comando da Prefeitura no dia 20 de março, antecipando o prazo exigido pela legislação eleitoral. A decisão, revelada no domingo (1º/2) durante uma visita informal a um bar da Zona Norte, confirma o plano de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026.
Mesmo podendo permanecer no cargo até o início de abril, limite para a desincompatibilização de gestores públicos que pretendem concorrer, Paes optou por sair antes. A leitura política é clara: ganhar tempo para estruturar a pré-campanha estadual e organizar, com mais calma, a transição no Executivo municipal.
Eduardo Cavaliere na linha de sucessão
Com a saída antecipada do prefeito, a Prefeitura do Rio deverá ser assumida por Eduardo Cavaliere (PSD). Nos últimos meses, Cavaliere tem marcado presença constante ao lado de Paes em agendas oficiais, eventos públicos e compromissos institucionais — movimento visto como um ensaio de sucessão.
Essa proximidade reforçou a projeção política de Cavaliere e o posicionou como um dos principais quadros da atual gestão, diretamente associado às políticas implementadas nos últimos anos na capital.
Impacto no xadrez político fluminense
A decisão de Eduardo Paes mexe com o cenário político do Rio de Janeiro e antecipa o clima eleitoral de 2026. Ainda sem adversários oficialmente colocados, cresce nos bastidores a expectativa de que o Partido Liberal (PL) apresente um nome competitivo para a disputa pelo Palácio Guanabara.
O PL é o mesmo partido do governador Cláudio Castro, que também deve deixar o cargo no próximo ano para concorrer ao Senado. Caso as duas saídas se confirmem, o estado viverá uma reconfiguração acelerada de forças políticas, com alianças sendo costuradas bem antes do calendário eleitoral oficial.
Foto Ricardo Stuckert




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