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Paes reage a lobby da Concrejato e reafirma compromisso com a legalidade e a segurança dos trabalhadores

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 13 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Após notícias veiculadas na imprensa insinuarem que a Prefeitura do Rio teria suspendido pagamentos à empreiteira Concrejato por supostos problemas de caixa, o prefeito Eduardo Paes veio a público desmentir a informação e reforçar o verdadeiro motivo da medida: uma apuração rigorosa sobre denúncias trabalhistas envolvendo a empresa responsável pelas obras na Estação Leopoldina.


Paes classificou a versão divulgada como fruto de pressão de bastidores e afirmou que o município não cederá a lobbies empresariais. “Empreiteiras e seus lobbys usando a imprensa para pressionar o município. Aqui não vai rolar!”, escreveu o prefeito em sua conta oficial no X (antigo Twitter), na manhã desta sexta-feira (13). Ele acrescentou que há um histórico grave envolvendo a empresa e que qualquer denúncia relacionada à segurança e aos direitos dos trabalhadores será tratada com a devida seriedade.


A denúncia mencionada por Paes foi recebida de forma anônima e aponta para o descumprimento de normas trabalhistas por parte da Concrejato. Segundo ele, os pagamentos foram suspensos de forma temporária até que a apuração dos fatos seja concluída. “Terminada a apuração, voltaremos a pagar! Até lá é dura mesmo. E podem espernear à vontade!”, declarou o prefeito.


Em outra postagem feita na quarta-feira (11), Paes foi direto ao afirmar que a prefeitura não admitirá irregularidades: “Ou a Concrejato/concremat passa a cumprir as leis e respeita a vida ou as obras continuarão com outra empresa!”. A empreiteira venceu licitação para as obras na Estação Leopoldina em junho deste ano.


A Concrejato já esteve no centro de polêmicas anteriores envolvendo a administração municipal. Uma das mais conhecidas foi a participação na construção da Ciclovia Tim Maia, que teve parte de sua estrutura desabada em abril de 2016, apenas três meses após a inauguração. O acidente causou a morte de duas pessoas e novos desabamentos foram registrados nos anos seguintes.


As obras na Estação Leopoldina, também conhecida como Estação Barão de Mauá, fazem parte de um projeto ambicioso de revitalização urbana. O objetivo é transformar o prédio histórico, de propriedade da União, em um espaço multifuncional com moradias, equipamentos sociais e culturais. A região também receberá a Fábrica de Samba, com galpões destinados às escolas do Grupo Especial da Série Ouro.


Ao enfrentar diretamente as pressões da empreiteira, Eduardo Paes reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito à vida e a responsabilidade no uso dos recursos públicos. “Não se trata de caixa. Trata-se de princípios”, resumiu um interlocutor próximo ao prefeito.



 
 
 

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