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Paraty cria Secretaria de Bem-Estar Animal, mas sociedade cobra liderança com compromisso real

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 7 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A recente criação da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal em Paraty é, sem dúvida, um avanço institucional necessário. No entanto, ela ainda está longe de representar uma mudança concreta na dura realidade enfrentada diariamente por milhares de animais na cidade.


Cavalos explorados em pleno centro histórico, cães e gatos abandonados pelas ruas, comunidades inteiras sem acesso a atendimento veterinário, denúncias ignoradas, doenças se espalhando sem controle e protetores independentes lutando sozinhos, com recursos escassos e apoio quase nulo do poder público. Esse é o retrato atual — e não será uma nova placa na porta de um prédio que resolverá esse cenário.


É nesse contexto que surge uma pergunta urgente: quem vai liderar essa nova pasta? E com que compromisso?


Indicação com histórico, não com promessa


Um abaixo-assinado que circula entre moradores e defensores da causa animal tem ganhado força ao propor um nome que representa muito mais do que um currículo técnico: representa uma trajetória.


Lúcia Helena de Morais, fundadora da Viva Bicho Paraty, é reconhecida há mais de 20 anos pela atuação voluntária, ética e contínua em defesa do bem-estar animal no município. Lúcia já faz, na prática, o que muitos só prometeram: resgata, cuida, denuncia, acolhe, educa e constrói redes. Sua presença constante nas comunidades, sua credibilidade junto a veterinários, ONGs e voluntários e sua atuação pautada na responsabilidade tornaram seu nome sinônimo de compromisso com a causa.


Neste momento, o que se espera não é uma nomeação simbólica, mas uma liderança efetiva, com quem já conhece os desafios da causa e sabe como enfrentá-los. O apelo da sociedade não é um pedido de favor político. É a sugestão de uma solução baseada em experiência concreta e legitimidade social.


A oportunidade que Paraty não pode desperdiçar


A criação da Secretaria de Bem-Estar Animal é uma oportunidade histórica de transformar descaso em política pública, sofrimento em cuidado, abandono em proteção real. Mas essa mudança só será possível se for liderada por quem entende o que está em jogo.


Paraty precisa de mais que boas intenções: precisa de ação, conhecimento e, principalmente, de compromisso com os que não têm voz.


A sociedade já indicou seu caminho. Cabe agora ao poder público ouvir quem há anos faz a diferença — mesmo sem o apoio que agora tanto se cobra.



 
 
 

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