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Passaporte de Eliza Samudio reaparece em Portugal e reacende dor da família

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Quinze anos após o desaparecimento de Eliza Samudio, um novo elemento inesperado voltou a colocar o caso em evidência. O passaporte da modelo foi localizado em Portugal, conforme revelou reportagem do portal g1. A informação foi confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou oficialmente o achado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.


O documento foi encontrado na última sexta-feira (2), mas ainda não há qualquer esclarecimento sobre como o passaporte teria chegado ao território português ou em que período isso pode ter ocorrido. No mesmo dia, o consulado brasileiro encaminhou uma consulta formal ao Itamaraty para definir a destinação do material. Até o momento, não houve retorno nem manifestação pública do ministério.


Para a família de Eliza, a descoberta não altera o entendimento já consolidado sobre o caso. Em entrevista ao g1, Maria do Carmo, madrinha de Bruninho — filho de Eliza com o ex-goleiro Bruno Fernandes — e representante legal de dona Sônia, mãe da modelo, afirmou que não existe nenhuma dúvida de que Eliza está morta.


Segundo Maria do Carmo, a repercussão do achado tem sido especialmente dolorosa. A família classificou o episódio como lamentável e avaliou que a divulgação do caso provoca mais sofrimento à mãe de Eliza e ao neto. “Ela não tem paz”, disse, ao comentar o impacto emocional da notícia. A madrinha também afirmou que não sabe se o passaporte é autêntico, mas destacou que, caso a veracidade seja confirmada, a família deseja ter acesso ao documento para obter esclarecimentos.


Eliza Samudio desapareceu em 2010, aos 25 anos. Seu corpo nunca foi localizado. Ela mantinha um relacionamento extraconjugal com o goleiro Bruno, então jogador do Flamengo, que inicialmente se recusava a reconhecer a paternidade do filho recém-nascido.


Em março de 2013, Bruno foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza, além dos crimes de sequestro e cárcere privado. A pena fixada foi de 22 anos e três meses de prisão, incluindo a condenação pela ocultação do cadáver e pelo sequestro do filho do casal. A ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues, foi absolvida no mesmo julgamento. Outros envolvidos também receberam condenações em processos anteriores, entre eles Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Fernanda Gomes de Castro e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, condenado a 22 anos de prisão.


De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas, de propriedade de Bruno, onde permaneceu em cárcere privado antes de ser assassinada. O bebê Bruninho foi encontrado dias depois com terceiros, em Ribeirão das Neves.


Bruno passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Após deixar o sistema prisional, voltou a atuar como jogador profissional, enquanto o caso Eliza Samudio segue marcado pela ausência do corpo e pela dor permanente da família.



 
 
 

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