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Pesquisa mostra país dividido sobre confiança no STF e revela impacto de escândalo do Banco Master

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 12 de mar.
  • 3 min de leitura

Uma pesquisa realizada pela consultoria Quaest para a Genial Investimentos, entre os dias 6 e 9 de março de 2026, aponta um cenário de divisão entre os brasileiros em relação à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento também mediu a repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.


De acordo com os dados, 49% dos entrevistados afirmam não confiar no STF, enquanto 43% dizem confiar na Corte.


A pesquisa foi realizada com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O público entrevistado inclui brasileiros com 16 anos ou mais.


A amostragem foi probabilística em três estágios — municípios, setores censitários e domicílios — com controle por região, sexo, idade, renda e escolaridade. Os dados foram calibrados com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da PNAD e do Censo 2022.


Diferenças regionais


A confiança na Corte varia conforme a região do país. No Nordeste, 51% dos entrevistados afirmam confiar no STF. No Sudeste, o índice é de 44%. Já no Sul, a taxa de confiança cai para 38%. No Centro-Oeste e no Norte, o percentual registrado foi de 46%.


Entre pessoas com renda mensal entre dois e cinco salários mínimos, 52% dizem confiar no Supremo. Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o índice de confiança diminui para 42%.


Percepção de excesso de poder


O levantamento também indica que a maioria dos brasileiros considera que o STF possui mais poder do que deveria. Essa percepção é compartilhada por 72% dos entrevistados.


Além disso, 66% afirmam que consideram importante votar em candidatos ao Senado comprometidos com a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo.


Outro dado relevante mostra que 59% dos entrevistados enxergam o STF como aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, 51% reconhecem que o tribunal teve papel importante na preservação da democracia no país.


Opiniões divididas por posicionamento político


As respostas variam de forma significativa conforme a identificação política dos entrevistados.


Entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, 77% afirmam confiar no STF. Já entre eleitores identificados com o presidente Lula, apenas 21% dizem confiar na Corte.


No recorte ideológico, 82% dos entrevistados que se identificam com a esquerda afirmam não confiar no tribunal. Entre os que se declaram independentes, 74% dizem confiar.


Caso Banco Master


A pesquisa também avaliou o impacto da prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ocorrida na semana anterior ao levantamento.


Segundo os dados, 38% dos entrevistados disseram ter ouvido falar do caso. Deste total, 29% já conheciam o episódio, enquanto 20% tomaram conhecimento durante a entrevista. Outros 13% afirmaram não saber do assunto.


Quando questionados sobre o impacto de escândalos políticos na decisão de voto, 49% afirmaram que evitariam votar em candidatos envolvidos em casos semelhantes. Outros 23% disseram que levariam o tema em consideração, enquanto 28% afirmaram que esse tipo de situação não influenciaria a escolha eleitoral.


Perfil dos entrevistados


A amostra reflete diferentes perfis da população brasileira. Do total de participantes, 53% são mulheres e 47% homens.


Em relação à idade, 31% têm entre 16 e 34 anos, 46% entre 35 e 59 anos e 23% possuem 60 anos ou mais.


Quanto à escolaridade, 42% têm ensino fundamental, 39% ensino médio e 19% ensino superior. No recorte de renda, 22% são beneficiários de programas sociais e 78% não recebem benefícios.


Regionalmente, 41% dos entrevistados vivem no Sudeste, 27% no Nordeste, 15% no Sul, 9% no Norte e 8% no Centro-Oeste.


No recorte por cor ou raça, 45% se declaram pardos, 43% brancos e 11% pretos. Em relação à religião, 48% se identificam como católicos, 28% evangélicos, 8% pertencem a outras religiões e 16% afirmam não ter religião.


A Quaest informou que os relatórios completos da pesquisa estão disponíveis publicamente em seu site e destacou que os resultados são estimativas baseadas em metodologia estatística, respeitando princípios éticos e a legislação brasileira de proteção de dados.



 
 
 

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