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PF amplia investigação sobre gestão Cláudio Castro e mira aplicações bilionárias no Banco Master

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

A Polícia Federal voltou a colocar a antiga administração estadual do Rio de Janeiro sob pressão. Nesta terça-feira (26), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga investimentos realizados pelo governo fluminense em fundos ligados ao Banco Master, envolvendo recursos do Rioprevidência e da Cedae.


A ofensiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pela expedição de dez mandados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A investigação busca esclarecer se houve irregularidades na destinação de recursos públicos estaduais e possíveis favorecimentos em operações financeiras feitas durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.


Os investigadores analisam movimentações consideradas sensíveis envolvendo fundos administrados ou vinculados à instituição financeira. A apuração também tenta identificar a atuação de agentes públicos e operadores do mercado financeiro nas aplicações realizadas pelo estado.


O caso ganhou dimensão política nos últimos meses e já provocava tensão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Parlamentares da oposição pressionam pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os investimentos feitos no Banco Master, especialmente após a divulgação de valores bilionários ligados ao Rioprevidência.


Levantamentos apresentados no Legislativo apontam que cerca de R$ 1 bilhão teria sido aplicado diretamente na instituição financeira, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão destinados a fundos administrados pelo próprio banco. A Cedae também aparece no centro das análises, com operações estimadas em cerca de R$ 200 milhões.


O avanço das investigações ocorre em meio a mudanças promovidas na estrutura administrativa do estado. Órgãos estratégicos ligados às áreas financeira e previdenciária passaram por substituições de dirigentes após o aumento da pressão de órgãos de controle e do próprio Tribunal de Contas do Estado.


Nos bastidores políticos, a nova operação da PF aumenta o desgaste do grupo político ligado a Cláudio Castro. O ex-governador deixou o cargo em meio ao crescimento das investigações envolvendo contratos públicos, movimentações financeiras e suspeitas de favorecimento dentro da máquina estadual.


Atualmente, o governo do Rio é conduzido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, enquanto o Supremo Tribunal Federal ainda analisa os desdobramentos jurídicos e políticos da sucessão estadual. O julgamento sobre a possibilidade de eleição indireta para escolha de um governador-tampão permanece suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.


Enquanto a indefinição política segue em Brasília, as investigações continuam avançando e colocam novamente o Rio de Janeiro no centro de uma crise institucional marcada por suspeitas envolvendo o uso de recursos públicos.

Foto Reprodução


 
 
 

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