PF deflagra operação contra deputado do PL apontado em investigação sobre emendas parlamentares
- Marcus Modesto
- há 1 dia
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A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), em Brasília e no Maranhão. A ação integra um inquérito que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Segundo as investigações, o parlamentar é apontado como possível articulador de um esquema que condicionaria a liberação de recursos públicos ao pagamento de vantagens indevidas. De acordo com a PF e o Ministério Público, prefeitos que recebiam emendas seriam pressionados a repassar cerca de 25% dos valores como contrapartida.
A investigação também indica que gestores municipais que não aceitavam as condições impostas teriam sido alvo de pressões para aderir ao suposto esquema. O material recolhido durante a operação deve agora passar por análise e pode contribuir para o avanço das apurações.
Histórico do caso e decisão do STF
A nova fase da investigação ocorre após o deputado já ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ação penal relacionada ao uso de emendas parlamentares.
No processo, a Corte analisou a atuação de um grupo que, segundo a acusação, teria solicitado valores ao então prefeito de São José de Ribamar (MA) em troca da liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em recursos federais. O valor citado na denúncia chegou a R$ 1,6 milhão em pedidos de contrapartida.
Ao votar no caso, o relator, ministro Cristiano Zanin, afirmou que provas reunidas pela investigação — incluindo mensagens, registros bancários e outros documentos — indicariam o uso das emendas como instrumento de negociação ilícita.
O ministro também destacou a atuação coordenada entre os investigados e apontou que haveria uma estrutura organizada para intermediar os repasses e cobranças.
Condenação e situação atual
O parlamentar foi condenado a 6 anos e 5 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de multa e indenização por danos morais coletivos. A decisão também prevê restrições de direitos políticos após o cumprimento da pena.
Apesar da condenação, Josimar Maranhãozinho permanece no exercício do mandato, já que ainda cabem recursos e não houve trânsito em julgado.
Até o momento, a defesa do deputado não se manifestou sobre a nova operação da Polícia Federal nem sobre os desdobramentos mais recentes do caso.




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