PF investiga possível ofensiva articulada contra o Banco Central após liquidação do banco Master
- Marcus Modesto
- há 6 dias
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A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar indícios de uma ação coordenada contra o Banco Central nas redes sociais, desencadeada após a decisão da autoridade monetária de liquidar o banco Master. A suspeita é de que críticas públicas ao BC tenham sido estimuladas de forma organizada e remunerada.
As investigações tiveram início depois que influenciadores digitais alinhados à direita relataram abordagens para produzir conteúdos questionando a atuação do Banco Central. Entre os denunciantes está o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), que afirmou ter sido procurado por pessoas ligadas a Daniel Vorcaro, controlador do banco Master.
De acordo com o relato, o objetivo seria desacreditar a decisão do BC e lançar dúvidas sobre a legitimidade do processo de liquidação da instituição financeira. As informações chegaram à Polícia Federal, que passou a analisar postagens, mensagens e eventuais vínculos financeiros entre os envolvidos.
O banco Master já está no centro de outra apuração em curso no Supremo Tribunal Federal. O inquérito, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, investiga suspeitas de fraude financeira relacionadas à tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A operação acabou barrada pelo Banco Central diante de indícios de aquisição de carteiras de crédito sem respaldo em ativos reais.
Embora o valor exato do prejuízo ainda não tenha sido oficialmente confirmado, estimativas preliminares indicam um rombo que pode variar entre R$ 2,4 bilhões e R$ 4 bilhões. Daniel Vorcaro e outros investigados já começaram a prestar depoimento à Polícia Federal.
Diante das novas denúncias envolvendo uma possível campanha negativa articulada nas redes, a PF elaborou um relatório inicial e o encaminhou ao ministro Dias Toffoli. Após a análise do material, o magistrado autorizou a abertura de um inquérito específico para apurar a suspeita de ação difamatória contra o Banco Central.
A investigação busca esclarecer se houve contratação coordenada de influenciadores e produtores de conteúdo com o objetivo de atacar a credibilidade de uma instituição pública, o que pode configurar crime contra o sistema financeiro e contra a ordem institucional.




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