Plano para assassinar Messi é descoberto durante a Copa do Mund
- Marcus Modesto
- há 58 minutos
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A segurança durante a Copa do Mundo de 2026 precisou lidar com uma série de ameaças contra atletas, árbitros e até torcedores, segundo relatórios do Centro Internacional de Cooperação Policial (IPCC), estrutura coordenada com participação do FBI. Os documentos apontam que Lionel Messi esteve entre os principais alvos das ameaças registradas ao longo da competição.
Um dos episódios considerados mais graves ocorreu em Dallas, no Texas. Antes do confronto entre Argentina e Jordânia, disputado em 27 de junho, um homem entrou em contato com o aeroporto da cidade e afirmou que seguiria para o AT&T Stadium acompanhado de outras duas pessoas. Segundo o relato, o grupo estaria armado com explosivos improvisados e um fuzil AR-15.
Durante a ligação, o suspeito teria mencionado a intenção de atacar policiais e jogadores e citado Messi especificamente como alvo. A denúncia passou a integrar o conjunto de ocorrências monitoradas pelas forças de segurança responsáveis pela proteção da Copa.
O craque argentino, porém, não foi o único astro internacional colocado sob atenção das autoridades. Cristiano Ronaldo também apareceu nos registros de segurança. Em 16 de junho, um homem foi detido depois de despertar a suspeita de um funcionário da Fifa ao tentar obter informações sobre o local onde o atacante português estava hospedado.
Árbitro recebeu milhares de ameaças
A onda de intimidações também atingiu profissionais da arbitragem. O francês François Letexier, que comandou Argentina x Egito, em 7 de julho, recebeu mais de 6 mil mensagens ameaçadoras em seu número pessoal do WhatsApp.
A situação levou as autoridades a reforçarem a proteção ao árbitro e à família dele. A residência do francês também passou a contar com segurança policial diante do volume e da gravidade das ameaças.
O próprio duelo entre argentinos e egípcios registrou outros episódios preocupantes. No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, uma publicação nas redes sociais provocou alerta ao afirmar que o autor pretendia entrar no estádio carregando quatro bombas presas ao corpo para atacar Messi.
Ainda durante a partida, outro homem telefonou para a polícia e afirmou ter escondido três explosivos em lixeiras dentro da arena. A denúncia obrigou as equipes de segurança a verificar a informação em meio ao esquema de proteção montado para o Mundial.
Erros em campo também provocaram ameaças
Nem mesmo as consequências esportivas ficaram restritas às quatro linhas. Jogadores passaram a ser ameaçados depois de falhas cometidas durante as partidas.
O atacante norueguês Alexander Sørloth procurou as autoridades depois que ele e a esposa receberam ameaças de morte. A intimidação ocorreu após o jogador desperdiçar uma oportunidade considerada clara de gol.
O colombiano Jaminton Campaz enfrentou situação semelhante depois de perder uma cobrança de pênalti. A dimensão das ameaças foi considerada suficientemente grave para que o atleta não retornasse ao país com os demais integrantes da delegação.
Outro jogador envolvido em episódios de hostilidade foi o francês Lucas Digne. O defensor passou a receber ameaças depois de cometer um pênalti durante o confronto entre França e Espanha.
Seleção precisou de escolta policial
A pressão não ficou limitada a jogadores individualmente. A seleção da Coreia do Sul, eliminada ainda na primeira fase da competição, também entrou no radar das autoridades após receber ameaças de morte.

No retorno ao país, a delegação foi conduzida ao aeroporto sob forte escolta policial, em uma operação que demonstrou o nível de preocupação provocado pelas mensagens recebidas.
Os casos revelados pelos relatórios expõem um dos lados mais preocupantes da Copa de 2026: além de organizar estádios, deslocamentos e grandes concentrações de público, as autoridades precisaram enfrentar uma sucessão de ameaças, muitas delas direcionadas a nomes de grande visibilidade mundial.
O cenário também evidencia como as redes sociais, ligações telefônicas e canais privados de comunicação passaram a ser utilizados para disseminar intimidações durante um dos maiores eventos esportivos do planeta



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