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PM do Rio bate recorde histórico e chega a 800 fuzis apreendidos em menos de um ano

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro atingiu, nesta sexta-feira (26), uma marca inédita: 800 fuzis retirados de circulação em um intervalo inferior a um ano, o maior volume já registrado pela corporação. O número foi alcançado após uma operação do 41º BPM (Irajá) no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte da capital, onde dois armamentos de alto poder destrutivo foram encontrados.


Na ação, os policiais localizaram um Colt AR-15 M4 e um Bushmaster XM15, ambos calibre 5.56 e de fabricação norte-americana. As apreensões reforçam o cenário alarmante enfrentado pelas forças de segurança fluminenses em 2025, marcado pela presença constante de armas de guerra nas mãos do crime organizado.


Batalhões com mais apreensões


Dados oficiais da PM mostram que o 41º BPM lidera o ranking anual, com 132 fuzis apreendidos. Em seguida aparecem o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com 112 armas retiradas das ruas, o 15º BPM (Duque de Caxias), o 9º BPM (Rocha Miranda), que contabiliza 62 apreensões, e o 21º BPM (São João de Meriti), com 58.


Grande parte dessas ocorrências se concentra em áreas dominadas por facções criminosas, onde o confronto armado ainda é uma realidade cotidiana.


Origem estrangeira preocupa a inteligência da PM


Outro dado considerado crítico pelos setores de inteligência da corporação é a procedência dos fuzis. Mais de 90% das armas apreendidas no estado foram produzidas fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos, além de países da Europa e da Ásia. Os dois fuzis localizados na operação desta sexta-feira também têm origem norte-americana.


A constatação reforça a avaliação de que o Rio enfrenta um problema que extrapola a segurança pública estadual e envolve rotas internacionais de tráfico de armamentos.


Apelo por atuação federal mais efetiva


O secretário de Estado de Polícia Militar e comandante-geral da corporação, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que o recorde evidencia a eficiência operacional da PM, mas também expõe a dimensão do desafio enfrentado pelo estado.


Segundo ele, o volume de fuzis apreendidos no Rio não encontra paralelo em outras unidades da federação e exige uma resposta integrada, com maior participação das forças federais, sobretudo no controle das fronteiras e dos principais pontos de entrada de armas no país.


“O número de fuzis apreendidos, algo impensável em qualquer outro estado, mostra a dedicação e o profissionalismo dos nossos policiais e a capacidade de planejamento da corporação. Ao mesmo tempo, evidencia a urgência de uma atuação mais firme da União no combate ao tráfico internacional de armas”, destacou o comandante.



 
 
 

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