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Polícia Civil desmonta esquema de lavagem de dinheiro do tráfico através de eventos culturais no Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 3 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou nesta terça-feira (3) detalhes de uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro vinculada ao Comando Vermelho. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), aponta que festas como o Baile da Escolinha, realizado na Fazendinha, no Complexo do Alemão, eram usadas como fachada para movimentar recursos do tráfico.


De acordo com os investigadores, apenas esse evento teria gerado um fluxo de aproximadamente R$ 50 milhões em um ano, segundo informações divulgadas pelo portal g1. O esquema seria comandado por Fhillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor”, considerado uma das lideranças da facção criminosa.


O dinheiro circulava entre comunidades do Rio e atravessava o país até Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai, onde era convertido na compra de armas e drogas.


Por trás de manifestações culturais que alguns defendem, há tráfico de armas, tráfico de drogas, mortes e outros crimes violentos. É preciso deixar claro o que realmente está por trás dessas festas, afirmou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.


A operação cumpriu mandados contra alvos apontados como operadores financeiros do grupo. Um dos nomes que aparecem na investigação é o da influenciadora digital Viviane Noronha, ex-companheira do cantor MC Poze do Rodo. Segundo o delegado Jefferson Ferreira, ela teria recebido transferências de Matheus Mendes, apontado como laranja do Professor. Os repasses teriam sido feitos tanto para contas pessoais quanto para a empresa dela, a Noronha Influenciadora.


Nome ligado à Al-Qaeda surge na investigação


Um dado que surpreendeu os investigadores foi o aparecimento do nome do egípcio Mohamed Ahmed Elsayed Ahmed Ibrahim, que já figurou na lista de procurados do FBI por supostas ligações com a Al-Qaeda. Embora não tenha sido alvo da operação, ele é citado no inquérito como possível envolvido nas movimentações financeiras da quadrilha. A polícia, no entanto, não detalhou a natureza dessa relação.


As autoridades destacaram que o caso escancara uma nova estratégia do tráfico no Rio, que agora se vale de estruturas empresariais e do apelo popular de eventos culturais para disfarçar o dinheiro do crime.


A Polícia Civil informou ainda que o Baile da Escolinha e outros eventos semelhantes serão alvo de fiscalização permanente, diante das evidências de que funcionam como mecanismos de lavagem de dinheiro e fortalecimento do crime organizado.


As investigações continuam, com foco na análise de documentos apreendidos e na identificação de outros possíveis envolvidos.


 
 
 

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