Polícia Federal conclui que Sicário morreu por suicídio em cela em Minas Gerais
- Marcus Modesto
- 23 de abr.
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A Polícia Federal concluiu que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu por suicídio enquanto estava preso na Superintendência da corporação em Minas Gerais. Segundo o relatório final, não foram encontrados indícios de participação de terceiros no episódio.
Mourão havia sido detido durante a Operação Compliance Zero e foi encontrado desacordado na cela no dia 4 de março. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, onde permaneceu internado por dois dias, mas não resistiu. A morte foi confirmada em 6 de março.
Investigação e conclusão
De acordo com a PF, a apuração incluiu análise de imagens das câmeras de segurança e coleta de depoimentos de testemunhas. O material reunido aponta que o investigado tirou a própria vida, sem qualquer sinal de coação ou ajuda externa.
O relatório será encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, responsável pela relatoria do caso. Caberá a ele enviar os autos à Procuradoria-Geral da República, que fará a avaliação jurídica dos fatos.
Envolvimento no esquema
Segundo as investigações, Mourão era apontado como peça-chave de um grupo conhecido como “A Turma”, que atuaria em favor do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele seria responsável por coordenar ações de monitoramento e coleta de informações sobre alvos de interesse.
A PF afirma que mensagens atribuídas ao investigado indicam discussões sobre estratégias de intimidação, incluindo planos para pressionar adversários e até um suposto plano envolvendo o jornalista Lauro Jardim. Também há indícios de acesso a bases de dados restritas, no Brasil e no exterior.
Histórico
Conhecido em Minas Gerais pelo apelido de “Mexerica”, Mourão tinha passagens por crimes como estelionato, falsificação de documentos, associação criminosa e delitos contra a economia popular. Apesar disso, seu perfil era mais ligado a fraudes financeiras do que a crimes violentos.
Ele também era réu em um processo que tramita na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte desde 2021, acusado de envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o esquema teria começado em 2017, com promessas de altos lucros para atrair investidores.
Defesa
À época da prisão, a defesa de Mourão contestou as acusações, afirmando que os fatos não correspondiam à realidade e que seriam esclarecidos ao longo do processo.
Com a conclusão da apuração sobre a morte, a Polícia Federal encerra a investigação interna do caso. Já os desdobramentos das suspeitas envolvendo o grupo seguem sob análise das autoridades competentes.




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