Polícia Federal recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
- Marcus Modesto
- há 7 horas
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A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e recomendou sua demissão do cargo de escrivão da corporação. A decisão final, no entanto, caberá ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que analisará o parecer antes de homologar ou não a medida.
A apuração foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal e teve como foco as ausências do servidor após a perda de seu mandato na Câmara dos Deputados. Segundo o entendimento da corporação, Eduardo não retornou às atividades funcionais às quais estava vinculado no estado do Rio de Janeiro, configurando abandono de cargo.
O ex-parlamentar deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e passou a residir nos Estados Unidos, alegando ser vítima de perseguição política. Meses depois, em dezembro do mesmo ano, teve o mandato encerrado por decisão da Mesa Diretora da Câmara, em razão do elevado número de faltas às sessões legislativas.
Com o fim do mandato, a expectativa era de que reassumisse suas funções na Polícia Federal. Diante da ausência prolongada, a instituição abriu, em janeiro de 2026, um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a situação. Durante o procedimento, também foram adotadas medidas para o recolhimento da carteira funcional e da arma institucional.
Além da questão administrativa, Eduardo Bolsonaro enfrenta desdobramentos na esfera judicial. Em junho deste ano, foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo, em julgamento relacionado às investigações sobre os atos que culminaram na tentativa de golpe de Estado.
Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo recebeu recentemente autorização de residência permanente no país, o chamado green card. Mesmo assim, segue afirmando que não pretende retornar ao Brasil por considerar que sofre perseguição por parte das autoridades brasileiras.
Com a conclusão do processo disciplinar, o caso entra agora em sua fase decisiva. Caberá ao Ministério da Justiça avaliar o relatório produzido pela Polícia Federal e definir se a recomendação de demissão será efetivamente confirmada.
