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Por que Barra Mansa segue fora do Festival Sesc de Inverno?

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 3 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Apesar de Barra Mansa ter sido palco de expressivas campanhas do Sesc — como a entrega de mais de 2,5 toneladas de alimentos ao Mesa Brasil Sesc em agosto de 2023, fruto da arrecadação nos shows de Ana Carolina e Lulu Santos em Penedo, distrito de Itatiaia — a cidade segue ausente das edições 2021,2022,2023,2024 e 2025 do Festival Sesc de Inverno, que circula por 24 municípios em 2024 e 25 em 2025 .


A participação de Barra Mansa não se restringe a ações pontuais: a unidade local foi destaque no Festival Sesc Mulheres Plurais 2025, com show de Vanessa da Mata, além de receber oficinas e encontros artísticos ao longo do ano. Ainda assim, ela não figura como cidade-sededo Festival de Inverno — exceto por sediar, de forma logística, a distribuição de alimentos oriundos de eventos realizados em Penedo .


Com cidades menores ou menos estruturadas como Porciúncula, Silva Jardim e Varre‑Sai recebendo o festival, fica o questionamento: por que Barra Mansa, com estrutura consolidada, apoio institucional e público cativo, continua invisível? A tese de que o festival busca alcançar “territórios periféricos da cultura” se mostra inconsistente quando ignora municípios com comprovado engajamento .


Também não há registros de qualquer consulta pública ou diálogo institucional envolvendo a prefeitura ou o Sicomércio, que atuaram ativamente na campanha Mesa Brasil em edições anteriores — um processo que parece ter sido interrompido sem explicações claras.


Enquanto o Festival Sesc de Inverno 2025 promete mais de 700 horas de programação com artistas como Diogo Nogueira, Marina Sena, Elba Ramalho e Charlie Brown Jr. em cidades variadas , Barra Mansa permanece de fora, sem justificativa, privando sua população de acesso direto aos holofotes culturais.


Restam perguntas urgentes: quais foram os critérios reais usados para excluir Barra Mansa em mais de cinco edições consecutivas? Houve mudanças súbitas nas exigências técnicas, contrapartidas políticas ou ausência de negociação por parte do poder público? E, acima de tudo, há previsão de reinserção da cidade futuramente ou será mantida à margem do projeto “Nosso Lugar”?


Barra Mansa provou repetir, com fidelidade, os valores e objetivos do festival. Agora, exige respostas transparentes e compromisso real com seu protagonismo cultural.


É necessário que o Sesc RJ e a Prefeitura tragam transparência e clareza a esse debate. A cultura não deve ser privilégio de poucos — e o slogan “Nosso Lugar” só tem sentido real se englobar efetivamente quem já provou seu valor: Barra Mansa espera por respostas.



 
 
 

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