Prefeitos do RJ se unem contra redistribuição de royalties e levam estudo ao governo
- Marcus Modesto
- há 6 dias
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Prefeitos de municípios produtores de petróleo no estado do Rio de Janeiro intensificaram a articulação política contra possíveis mudanças na divisão dos royalties. Em reunião realizada nesta terça-feira (7), na capital fluminense, um estudo técnico foi entregue ao governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, reforçando a estratégia de defesa conjunta antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal.
O encontro foi liderado pelo prefeito de Campos e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo, Frederico Paes, e contou com a presença do procurador-geral do Estado, Renan Saad, além de representantes de cidades diretamente impactadas pela exploração petrolífera.
No centro da mobilização está o julgamento da ADI 4917, previsto para o dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal. A ação discute os efeitos da Lei 12.734/2012, que altera as regras de distribuição dos recursos.
Estudo alerta para perdas e impactos sociais
O levantamento apresentado, assinado por 12 prefeitos, aponta que a redistribuição dos royalties pode provocar forte queda na arrecadação das cidades produtoras. Segundo o documento, isso comprometeria investimentos essenciais e afetaria diretamente serviços públicos.
A análise destaca que os recursos têm papel estratégico para compensar os impactos da atividade petrolífera, como pressão sobre infraestrutura urbana, crescimento populacional e danos ambientais.
Discurso de alerta e defesa jurídica
Durante a reunião, Frederico Paes reforçou que a discussão vai além das finanças municipais. Segundo ele, a medida pode atingir diretamente a população.
“Essa redistribuição é inconstitucional e injusta. Não estamos falando apenas de orçamento, mas de serviços básicos que atendem a população”, afirmou o prefeito.
Os gestores defendem que os royalties são uma compensação legítima às cidades que sofrem os efeitos diretos da exploração de petróleo.
Governo estadual reforça apoio
O governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, manifestou apoio à causa e destacou a importância da união entre estado e municípios diante da decisão iminente do STF.
Segundo ele, a manutenção dessas receitas é fundamental para garantir políticas públicas em áreas essenciais e evitar prejuízos à população fluminense.
Mobilização reúne cidades estratégicas
Participaram da articulação prefeitos de importantes cidades produtoras, como Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis, Macaé e Armação dos Búzios, além de outros municípios da região.
A mobilização busca fortalecer o posicionamento político e jurídico dessas cidades em um momento considerado decisivo para o futuro da distribuição dos royalties do petróleo no Brasil.




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