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Prefeitos do Sul Fluminense são denunciados por nepotismo e troca de favores políticos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 11 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, denunciou o prefeito de Engenheiro Paulo de Frontin, Maneko Artemenko (União Brasil), por crime de responsabilidade. Segundo a denúncia protocolada no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Artemenko nomeou parentes de vereadores e secretários municipais para cargos na prefeitura em troca de apoio político na Câmara Municipal.


A investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) revelou que, entre 2021 e 2022, Artemenko concedeu cargos públicos a familiares do então presidente da Câmara, Julio Cesar Sereno (Cidadania), e dos vereadores Deca (Mobiliza), Moisés Rocha (Mobiliza), Sandra Gil (União), Jeferson Budinha (União) e Jorge Vilela (PRTB). Além disso, também foram nomeados parentes de secretários municipais, o que fere a legislação municipal que proíbe esse tipo de prática.


Segundo a denúncia, essas nomeações tinham o objetivo de garantir um apoio irrestrito ao prefeito na Câmara Municipal, enfraquecendo o papel fiscalizador do legislativo. “O denunciado foi responsável, durante o exercício do primeiro mandato eletivo à frente do município de Engenheiro Paulo de Frontin, por lotear os cargos públicos entre os apadrinhados políticos, com o nítido propósito de acomodar os interesses políticos em troca do irrestrito apoio do parlamento”, destaca um dos trechos da denúncia.


Prática semelhante em Barra Mansa


O caso de Engenheiro Paulo de Frontin não é isolado no Sul Fluminense. Em Barra Mansa, a gestão municipal também vem sendo alvo de críticas e questionamentos pelo suposto favorecimento de aliados políticos na ocupação de cargos públicos. Assim como em Engenheiro Paulo de Frontin, há indícios de que parentes de vereadores e secretários municipais estejam sendo nomeados para cargos estratégicos na prefeitura, em um movimento que pode configurar nepotismo e troca de favores políticos.


Nos últimos anos, o Ministério Público tem intensificado a fiscalização sobre essa prática na região, com denúncias e investigações que apontam o uso da máquina pública para acomodar interesses políticos. A população, por sua vez, cobra mais transparência e medidas concretas para impedir o loteamento de cargos públicos, que deveria ser baseado em critérios técnicos e não em acordos políticos.


A denúncia contra Maneko Artemenko é um exemplo de que o Ministério Público está atento a essas irregularidades, e há a expectativa de que outras investigações possam avançar em diferentes municípios do Sul Fluminense, incluindo Barra Mansa.



 
 
 

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