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Prefeitura de Barra Mansa volta a atrasar aposentados do Previbam e expõe fragilidade da gestão Furlani

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura

Barra Mansa (RJ) — A gestão do prefeito Luiz Furlani volta a enfrentar forte desgaste político após novos relatos de atraso no pagamento de aposentados e pensionistas vinculados ao Fundo de Previdência Social de Barra Mansa (Previbam). O problema, que atinge diretamente servidores inativos que dependem exclusivamente dos proventos para sobreviver, deixa de ser pontual e passa a revelar um padrão preocupante de instabilidade financeira e falta de planejamento.


Aposentados no fim da fila


Relatos de beneficiários apontam que os depósitos não vêm sendo realizados dentro do prazo esperado, gerando incerteza e desespero. Para muitos idosos, o salário da aposentadoria é a única fonte de renda — responsável por custear medicamentos, alimentação e despesas básicas.


O que deveria ser prioridade absoluta da administração municipal tornou-se motivo de apreensão mensal. E quando aposentados passam a não saber o dia em que irão receber, a falha deixa de ser técnica e passa a ser política.


Silêncio e falta de transparência


Até o momento, a Prefeitura não apresentou um calendário fixo e público garantindo previsibilidade aos pagamentos. A ausência de comunicados claros amplia a sensação de desorganização administrativa.


Se há dificuldades financeiras, a sociedade precisa conhecer os números. Se há déficit previdenciário, é dever do Executivo explicar as causas, apontar responsabilidades e apresentar soluções. O que não é aceitável é o silêncio institucional diante da angústia de quem trabalhou décadas pelo município.


Gestão sob questionamento


O prefeito Luiz Furlani assumiu o compromisso de manter equilíbrio fiscal e responsabilidade administrativa. No entanto, o atraso sistemático no pagamento de aposentados coloca em xeque esse discurso.


A previdência municipal não é despesa secundária. Trata-se de obrigação legal e moral. Quando aposentados passam a depender de justificativas burocráticas ou recadastramentos emergenciais para receber, o problema indica falhas estruturais na condução financeira do município.


Especialistas em gestão pública são unânimes: atraso recorrente em folha previdenciária é sinal de desequilíbrio ou de má priorização orçamentária.


Impacto social e político


O desgaste vai além das contas atrasadas. Ele atinge a credibilidade da Prefeitura. A confiança se constrói com previsibilidade, planejamento e respeito. E é justamente isso que os aposentados dizem estar faltando.


Em um cenário de inflação elevada e aumento no custo de vida, empurrar aposentados para a insegurança financeira representa uma escolha administrativa — e escolhas têm responsáveis.


A pergunta que ecoa entre os servidores inativos é simples: se o município arrecada, por que não paga em dia quem já cumpriu sua parte?



 
 
 

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