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Prefeitura investe em diversos projetos que envolvem milhares de alunos, incluindo o ‘VR Cidade da Música’, com mais de 50 anos de tradição

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura

Em Volta Redonda, a música ocupa um espaço que vai muito além do entretenimento. Ela está presente nas políticas públicas, nas salas de aula, nos projetos sociais e na formação cidadã de crianças, jovens e idosos. Ao longo de décadas, a prefeitura vem consolidando uma rede de iniciativas culturais que alcança milhares de alunos e ajuda a construir uma identidade musical reconhecida dentro e fora do município.


Entre orquestras, bandas, corais e fanfarras, o acesso ao ensino musical se espalha pelas escolas e equipamentos públicos, revelando talentos e oferecendo oportunidades de aprendizado contínuo. Um exemplo recente desse trabalho é a Fanfarra da Escola Municipal Dr. Jiulio Caruso, no bairro Conforto, que conquistou títulos em competições estaduais e nacionais, resultado direto do incentivo à prática musical no ambiente escolar.


O projeto mais emblemático dessa trajetória é o “VR Cidade da Música”, criado em 1974 pelo maestro Nicolau Martins de Oliveira. Com mais de meio século de história, a iniciativa se transformou em referência na formação musical e já levou seus grupos a palcos de grande prestígio, como a Sala Cecília Meireles, além de apresentações em locais simbólicos do Rio de Janeiro, como o Cristo Redentor e a Igreja da Candelária.


Atualmente, o projeto reúne centenas de participantes distribuídos em diferentes formações artísticas: orquestras de cordas, violinos, violoncelos e contrabaixos, banda de concerto, banda marcial e um expressivo coro infantojuvenil. Além disso, a chamada Banda Mini atua nas escolas municipais de ensino fundamental, despertando o interesse musical em mais de mil estudantes logo nos primeiros anos da vida escolar.


Uma das coordenadoras do projeto, a maestra Sarah Higino, destaca que o impacto do “VR Cidade da Música” ultrapassa a aprendizagem técnica. Segundo ela, muitos alunos enfrentam desafios ao optar pela carreira musical, especialmente diante das inseguranças comuns em famílias de uma cidade com forte tradição industrial. “A música ainda é vista, muitas vezes, como um caminho incerto. Nosso trabalho também passa por orientar e mostrar que a formação musical pode abrir portas reais e concretas”, explica.


Essa orientação segue durante todo o processo de amadurecimento dos alunos, incluindo o incentivo à continuidade dos estudos, escolha de universidades e aperfeiçoamento técnico. O resultado aparece na trajetória de ex-integrantes que hoje atuam como músicos profissionais, professores, regentes, integrantes de bandas militares, orquestras sinfônicas e instituições de ensino no Brasil e no exterior.


Banda Municipal e Coral reforçam tradição


Outra referência histórica é a Banda Municipal de Volta Redonda, vinculada à Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre) e em atividade desde 1981. Sob a regência do maestro Rinaldo Cândido Galvão, o grupo mantém mais de 50 músicos em sua formação atual e participa ativamente de eventos cívicos, culturais, educacionais e institucionais, como o desfile de 7 de Setembro e as comemorações do aniversário da cidade.


Com repertório variado, que transita entre o erudito e o popular, a Banda também desenvolve projetos específicos, como o “Banda Alegra a Cidade”, com apresentações gratuitas mensais na Vila Santa Cecília. Para o maestro Rinaldo, o investimento público garante visibilidade aos músicos locais e fortalece uma tradição fundamental na história musical brasileira. “Valorizar uma banda é incentivar o estudo de instrumentos e promover benefícios diretos ao desenvolvimento intelectual, emocional e profissional”, ressalta.


Também ligado à Fevre, o Coral Municipal de Volta Redonda completou 40 anos de atividades. Regido por Maria Geralda, o grupo se apresenta regularmente em eventos oficiais, escolas, igrejas, universidades e encontros de corais, levando música a diferentes públicos e espaços da cidade e da região.


“A importância do coral está justamente em chegar a todos os lugares. Cada apresentação tem um significado próprio, porque a música cria vínculos, acolhe e emociona”, afirma a regente.


Música e inclusão na Melhor Idade


A política musical do município também alcança a população idosa. Projetos como a Fanfarra da Melhor Idade, criada em 2006, reúnem integrantes entre 60 e 90 anos atendidos pelo Cras. Com ensaios semanais e cerca de 40 participantes fixos, o grupo se apresenta em eventos cívicos e culturais, como o Desfile de 7 de Setembro e a abertura do Natal da Cidadania.


Segundo o coordenador Maurílio Luciano, a atividade musical contribui diretamente para a autoestima, a memória e a integração social dos idosos. “Tocar um instrumento, participar de apresentações e conviver em grupo traz ganhos importantes para a saúde mental e emocional”, destaca.


Ao reunir crianças, jovens e idosos em torno da música, Volta Redonda mantém viva uma política cultural que atravessa gerações, valoriza talentos locais e reafirma a arte como ferramenta de educação, inclusão e desenvolvimento social.

Foto Secom


 
 
 

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