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Procon de Paraty é cobrado por fiscalização diante de denúncia sobre medicamentos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 25 minutos
  • 2 min de leitura

Paraty – Uma denúncia envolvendo a distribuição de medicamentos destinados à população por meio de uma rede de farmácias reacendeu as críticas à falta de fiscalização em Paraty. Segundo o relato encaminhado à reportagem, pessoas que procuram determinados medicamentos seriam informadas de que os produtos não estão disponíveis na unidade da cidade e orientadas a buscá-los no Perequê.


A denúncia, porém, levanta uma questão que precisa ser esclarecida pelas autoridades: esses medicamentos chegam efetivamente às farmácias por meio de programas do governo? Se chegam, qual é a destinação dada aos produtos e por que consumidores estariam sendo encaminhados para outra localidade?


O relato é ainda mais grave porque parte de uma pessoa que afirma ter trabalhado anteriormente no estabelecimento e diz ter tomado conhecimento de que medicamentos recebidos por meio de programas públicos estariam sendo comercializados em vez de disponibilizados à população.


São acusações sérias e que precisam ser investigadas, não simplesmente ignoradas. A população tem o direito de saber como ocorre a distribuição desses medicamentos, quais unidades recebem os produtos, em que quantidade, quem é responsável pelo controle dos estoques e se existe diferença entre o que é recebido e o que efetivamente chega ao cidadão.


Cadê a fiscalização?


É justamente nesse ponto que cresce a cobrança sobre o Procon de Paraty. Consumidores questionam qual tem sido a atuação do órgão diante de denúncias e reclamações que envolvem estabelecimentos comerciais e serviços oferecidos à população.


Não basta existir uma estrutura de defesa do consumidor no papel. É preciso fiscalizar, apurar denúncias, cobrar explicações e, quando houver irregularidades comprovadas, aplicar as medidas previstas em lei.


A situação relatada envolvendo medicamentos torna a cobrança ainda mais urgente. Estamos falando de produtos que podem ser essenciais para idosos, pessoas em tratamento e cidadãos que dependem de políticas públicas para ter acesso aos seus medicamentos.


A população de Paraty não pode ficar circulando de um lugar para outro em busca de um remédio enquanto permanece sem resposta sobre a origem, a distribuição e o destino desses produtos.


O caso precisa ser investigado pelos órgãos competentes, com transparência e apresentação dos resultados à sociedade. Se não existe irregularidade, que se esclareça. Se existe, que os responsáveis sejam responsabilizados.


O que não pode continuar é a sensação de que o consumidor está sozinho e de que, em Paraty, falta fiscalização justamente onde ela deveria ser mais presente.


A população está cansada de reclamar e não ver respostas. O Procon precisa mostrar que está fiscalizando e que a defesa do consumidor não ficará apenas no discurso.

Foto Arquivo


 
 
 

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