Professores da rede estadual do RJ aprovam paralisação em defesa da educação e homenagens a Edson Luiz
- Marcus Modesto
- 9 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Em assembleia realizada no dia 15 de fevereiro de 2025, no Clube Municipal, na Tijuca, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ) deliberou uma paralisação de 24 horas nas escolas estaduais para o dia 28 de março. A mobilização será realizada em conjunto com outras redes de ensino e o movimento estudantil, em homenagem a Edson Luiz, estudante morto pela ditadura militar em 1968. A rede municipal do Rio de Janeiro já havia confirmado participação no ato.
Além da paralisação, os profissionais da educação decidiram apoiar a manifestação dos ex-funcionários da FAEP, marcada para 12 de março, às 14h, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Principais reivindicações da categoria
Na plenária, foram aprovadas diversas pautas que reforçam a luta dos educadores por melhores condições de trabalho e valorização profissional. Entre as principais demandas estão:
• Convocação de aprovados nos concursos de 2013 e 2014 e a realização de novos concursos para funcionários e magistério.
• Nomeação imediata das direções escolares eleitas no pleito de 2024 pela Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC).
• Defesa do piso salarial e do plano de carreira, além da recomposição salarial dos profissionais da educação.
• Boicote aos relatórios de reprovação dos alunos, considerados uma nova imposição da SEEDUC.
• Melhoria da infraestrutura das escolas, com foco na climatização das unidades e na denúncia de gastos sem licitação pelo governo estadual.
• Educação ambiental crítica como eixo curricular essencial, reforçando a mobilização para outras relações entre sociedade e natureza.
• Garantia de professores de apoio educacional especializado e demais profissionais de educação especial, respeitando os direitos dos estudantes com deficiência.
• Nomeação e complementação de equipes pedagógicas (como coordenadores e orientadores) em todas as unidades escolares.
• Campanha “Tem dinheiro, sim!”: denúncia contra a corrupção e cobrança para que o governo invista na educação e pague o piso salarial dos professores.
A categoria reafirma que seguirá mobilizada para pressionar o governo estadual a atender suas reivindicações e melhorar as condições da educação pública no Rio de Janeiro.




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