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Pronunciamento a pedido? Polícia deve satisfações à população, não a políticos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jan. de 2025
  • 1 min de leitura

O comandante do 28º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Moisés Sardemberg, veio a público nesta segunda-feira (27) para garantir que o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Vila Nova continuará funcionando normalmente. A questão central, no entanto, não deveria ser essa. O que causa estranheza é o motivo do pronunciamento: um “pedido” de uma vereadora. Como assim? Desde quando a PM deve satisfações a parlamentares e não à população?


A Polícia Militar é uma instituição de Estado, não de governo ou de políticos individuais. Se havia dúvidas sobre o funcionamento do DPO, a comunicação deveria ser direta com os moradores, e não uma resposta a pressões políticas. O comando da PM precisa agir com total autonomia, sem qualquer subordinação a interesses eleitorais ou de alianças políticas locais.


Além disso, o discurso otimista sobre a ampliação dos serviços oferecidos no DPO precisa ser encarado com cautela. Promessas de parcerias com a prefeitura para agregar estruturas da Defesa Civil e da Guarda Municipal são positivas no papel, mas esbarram em uma realidade comum: a falta de efetivo, orçamento e vontade política. Sem planejamento detalhado e garantias reais, essa “ampliação” pode não passar de uma cortina de fumaça para desviar o foco do verdadeiro problema da segurança pública na região.


O morador de Vila Nova não precisa de discursos protocolares ou anúncios vagos. Precisa de policiamento eficiente, presença contínua da PM e, acima de tudo, independência da segurança pública em relação a interesses políticos. Afinal, segurança não pode ser moeda de troca ou palco para protagonismos eleitorais.



 
 
 

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