Protesto indígena termina em confronto com gás lacrimogêneo no Congresso Nacional
- Marcus Modesto
- 11 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
BRASÍLIA – 11 de abril de 2025 – Um protesto organizado por lideranças indígenas durante o Acampamento Terra Livre terminou em confronto com a Polícia Legislativa nesta quinta-feira (10), após parte dos manifestantes romperem a barreira de segurança e invadirem o gramado do Congresso Nacional. Bombas de gás de efeito moral e agentes químicos foram usados para conter o avanço.
Segundo a assessoria da Câmara dos Deputados, cerca de mil indígenas ultrapassaram os gradis instalados pela Polícia Militar do Distrito Federal e tentaram se aproximar do Palácio do Congresso. Em nota oficial, a Câmara informou que “as Polícias Legislativas Federais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal usaram agentes químicos para conter a invasão e impedir a entrada no Palácio do Congresso”.
O Acampamento Terra Livre, principal mobilização indígena do país, reúne anualmente milhares de representantes de diversas etnias para reivindicar direitos

territoriais, protestar contra projetos que afetam os povos originários e cobrar o cumprimento da Constituição.
A administração da Casa Legislativa informou que havia um acordo prévio com os organizadores para que os cerca de 5 mil participantes permanecessem apenas até a Avenida José Sarney, antes da Avenida das Bandeiras. No entanto, parte do grupo avançou além do combinado, o que desencadeou a ação das forças de segurança.
A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), que participava do ato, acabou sendo atingida pelo gás lacrimogêneo lançado no local e precisou ser atendida por profissionais de saúde da própria Câmara. Em suas redes sociais, ela denunciou a ação como “violenta e desrespeitosa” com os povos indígenas.
Ainda não há informações sobre feridos graves ou detenções. A mobilização indígena deve continuar nos próximos dias, com a expectativa de novas agendas de diálogo com o governo federal e o Congresso.



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