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Putin propõe troca de territórios e Trump pressiona Ucrânia a aceitar acordo

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 17 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

A primeira reunião de cúpula entre Rússia e Estados Unidos desde o início da guerra na Ucrânia terminou sem acordo, mas deixou no ar uma proposta que soa mais como imposição do que como solução. Durante o encontro de três horas, realizado na sexta-feira (15) no Alasca, Vladimir Putin ofereceu encerrar o conflito caso Kiev aceite ceder Donetsk e Lugansk — regiões ocupadas pela Rússia desde 2022.


Segundo o New York Times, a sugestão foi levada diretamente a Donald Trump, que repassou o recado a Volodymyr Zelensky. O republicano chegou a aconselhar o líder ucraniano, em entrevista à Fox News, a aceitar a proposta. “A Rússia é uma grande potência, e eles [os ucranianos], não. Faça o acordo. Você precisa fazer o acordo”, disse Trump, numa fala que soa mais como ultimato do que como mediação.


Resistência de Kiev e reação europeia


Zelensky reafirmou que não abrirá mão de nenhum território e já prepara viagem a Washington para nova rodada de conversas com Trump. A União Europeia, por sua vez, reagiu com dureza, prometendo ampliar sanções contra Moscou e alertando que “fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força”.


O que está em jogo


De acordo com a imprensa americana, a proposta russa inclui a retirada de tropas de outras áreas ocupadas, em troca da incorporação definitiva do Donbass ao território russo. Putin já havia declarado independentes as regiões em fevereiro de 2022, numa manobra que antecedeu a invasão em larga escala.


Diplomacia em tom de xadrez


Apesar do impasse, Putin e Trump trocaram elogios públicos. O russo disse ter tido um diálogo “construtivo” e demonstrou interesse em ampliar relações comerciais. Trump classificou a conversa como “produtiva”, mas reconheceu que um acordo ainda está distante: “Será como uma partida de xadrez”, afirmou.


Na prática, a Rússia mantém controle sobre cerca de 20% da Ucrânia, e nenhuma das partes dá sinais de recuo. A proposta de Putin, apresentada como gesto de paz, soa como chantagem: a paz só viria em troca da legitimação de uma ocupação armada.



 
 
 

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