Quaquá rompe com Benedita e aprofunda crise interna no PT do Rio
- Marcus Modesto
- 13 de mai.
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A disputa interna no Partido dos Trabalhadores do Rio de Janeiro ganhou novos contornos nesta terça-feira (12) após o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciar que deixará de apoiar a pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva ao Senado nas eleições de 2026.
A declaração foi feita em um grupo de WhatsApp da Executiva Nacional do PT, em meio ao embate sobre a definição dos suplentes da chapa encabeçada por Benedita. A crise explodiu depois que a direção nacional da legenda aprovou uma resolução transferindo para o diretório nacional a responsabilidade pela escolha dos suplentes, retirando essa atribuição das instâncias estaduais.
Nos bastidores, a decisão foi interpretada como uma intervenção direta da cúpula nacional no comando do PT fluminense, hoje influenciado politicamente por Quaquá. O prefeito de Maricá vinha resistindo à tentativa de aliados de Benedita de indicar o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, para ocupar a primeira suplência.
Irritado com o avanço da articulação nacional, Quaquá anunciou o rompimento político com a pré-candidatura da deputada. Em uma das mensagens enviadas à Executiva, afirmou que não pretende participar da campanha de Benedita ao Senado e criticou duramente a condução do processo interno.
O dirigente petista também acusou a direção partidária de esvaziar o papel do PT do Rio nas decisões eleitorais e classificou a movimentação como uma espécie de “capitania hereditária” em favor da parlamentar.
Antes da intervenção nacional, Quaquá defendia que a composição da chapa fosse formada por nomes ligados ao seu grupo político, entre eles o vereador carioca Felipe Pires e o cantor gospel Kleber Lucas.
Outro ponto de tensão envolve Manoel Severino. Segundo Quaquá, a presença do ex-presidente da Casa da Moeda poderia provocar desgaste político na campanha petista devido a supostas ligações com episódios polêmicos do passado. O prefeito de Maricá argumenta que isso poderia atingir não apenas Benedita, mas também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já Benedita da Silva sustenta internamente que cabe à própria candidata definir os nomes que irão compor sua chapa ao Senado.
A crise ocorre em um momento considerado estratégico para a formação da aliança política que deve apoiar a candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes ao governo do estado em 2026. A composição ainda depende da definição da segunda vaga ao Senado no grupo político articulado entre PT e PSD no Rio.
O episódio evidencia o aprofundamento das divisões internas no PT fluminense e expõe dificuldades de consenso justamente durante a fase mais sensível das negociações eleitorais para o próximo pleito.




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