Reabilitação pública devolve infância e reacende sonho de jovem atleta em Volta Redonda
- Marcus Modesto
- 31 de mar.
- 2 min de leitura
A história de Miguel, de apenas 9 anos, vai além de uma recuperação física. Ela revela o papel decisivo da rede pública de saúde na reconstrução de vidas. Após um grave acidente automobilístico que interrompeu sua rotina esportiva, o menino encontrou no Centro Municipal de Reabilitação Física de Volta Redonda o suporte necessário para recomeçar.
Antes do acidente, Miguel vivia uma rotina intensa para a idade: dividia o tempo entre o futebol e o taekwondo, sempre movido pelo sonho de se tornar atleta. Tudo mudou em questão de minutos. As múltiplas fraturas e ferimentos graves o deixaram sem mobilidade, dependente e distante de tudo o que fazia parte do seu dia a dia.
Foi nesse cenário que entrou em ação a estrutura pública de reabilitação. O atendimento no Cemurf não se limitou a tratar lesões. Desde o início, o foco foi devolver autonomia, respeitando o tempo da criança e adaptando cada etapa do tratamento à sua realidade.
Ao longo de mais de 60 sessões, o que se viu foi uma evolução construída passo a passo. Primeiro, os movimentos mais simples. Depois, o reaprendizado de ações básicas. E, por fim, a retomada daquilo que parecia mais distante: correr, brincar e praticar atividades físicas.
O diferencial do processo esteve justamente na abordagem humanizada. A equipe transformou exercícios clínicos em atividades lúdicas, aproximando o tratamento da rotina infantil. Essa estratégia não apenas acelerou a recuperação física, como também ajudou a superar o impacto emocional causado pelo trauma.
A estrutura do Cemurf é hoje uma das principais referências regionais em reabilitação. Com milhares de atendimentos mensais, o espaço atende desde casos simples até situações de alta complexidade, oferecendo acompanhamento multidisciplinar e equipamentos essenciais para a recuperação funcional.
No caso de Miguel, o resultado foi além das expectativas da família. O medo de sequelas permanentes deu lugar ao alívio de vê-lo novamente ativo, independente e integrado à rotina escolar.
Hoje, ele já corre, brinca e voltou aos poucos aos treinos. Mais do que isso, recuperou algo que parecia ter ficado para trás: a confiança no próprio corpo e a possibilidade de sonhar.
A trajetória do menino evidencia que investir em reabilitação não é apenas cuidar da saúde — é garantir que histórias interrompidas possam ser retomadas. Em Volta Redonda, Miguel voltou a fazer o que toda criança deveria poder fazer: viver plenamente a própria infância, com os olhos voltados para o futuro.
Foto Cris Oliveira




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