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Recadastramento obrigatório expõe falhas no atendimento aos idosos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A Prefeitura de Barra Mansa determinou a realização do recadastramento anual obrigatório de aposentados e pensionistas vinculados ao Previbam, procedimento marcado para o período de 02 a 27 de fevereiro de 2026. Embora apresentado como uma rotina administrativa necessária, o processo tem gerado apreensão entre os beneficiários, especialmente os idosos, que enfrentam dificuldades para cumprir todas as exigências impostas.


O comparecimento presencial na sede do Previbam, no Centro da cidade, é tratado como regra, com a suspensão do pagamento do benefício prevista para quem não cumprir o prazo. A medida ignora, na prática, limitações comuns à faixa etária atendida, como problemas de mobilidade, saúde fragilizada e dependência de terceiros para deslocamento.


A prefeitura sustenta que a atualização cadastral é fundamental para garantir a regularidade dos pagamentos e a correta gestão dos recursos previdenciários. No entanto, a responsabilidade pelo procedimento recai integralmente sobre aposentados e pensionistas, que precisam apresentar documentos atualizados, preencher formulários e se adequar a prazos rígidos, sob risco direto de perder temporariamente a renda mensal.


Embora o Previbam informe a existência de alternativas, como atendimento remoto, visita domiciliar mediante laudo médico ou recadastramento por procurador, essas possibilidades não são amplamente divulgadas nem facilmente acessíveis. A comunicação limitada e concentrada em canais oficiais digitais acaba excluindo justamente quem mais depende do benefício.


A disponibilização de atendimento via WhatsApp não supre a ausência de uma política ativa de orientação nos bairros, unidades de saúde ou centros de convivência de idosos. Falta uma abordagem mais humana e preventiva, que priorize o acolhimento em vez da punição administrativa.


Enquanto isso, milhares de aposentados e pensionistas seguem atentos ao calendário imposto pela administração municipal, cientes de que o não cumprimento do recadastramento pode resultar na suspensão de um benefício essencial para sua sobrevivência.

Foto Divulgação


 
 
 

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