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Recontagem de votos pode mexer na composição da Alerj após cassação de deputado

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 31 de mar.
  • 1 min de leitura

A Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira (31) a retotalização dos votos das eleições de 2022 para deputado estadual. A medida ocorre após a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar e pode provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.


A recontagem acontece na sede do TRE, no Centro do Rio, e foi motivada pela anulação de cerca de 97 mil votos que haviam sido atribuídos ao parlamentar. Como o sistema eleitoral brasileiro é proporcional, a retirada desses votos não afeta apenas o candidato cassado, mas altera toda a distribuição de cadeiras entre os partidos.


Com a exclusão dos votos, o número total de votos válidos é reduzido, exigindo o recálculo do quociente eleitoral — índice que determina quantos votos são necessários para conquistar uma vaga — e do quociente partidário, responsável por definir quantas cadeiras cada legenda terá direito.


Apesar da perda expressiva de votos, a tendência é que o Partido Liberal mantenha sua bancada atual, com 15 cadeiras. Nesse cenário, o suplente Renan Jordy deve seguir ocupando o mandato, beneficiado pela redistribuição das chamadas sobras eleitorais.


A retotalização ocorre em um momento de tensão política no estado, marcado pela renúncia do ex-governador Cláudio Castro e pela indefinição sobre o modelo de escolha do novo chefe do Executivo. A questão está sob análise do Supremo Tribunal Federal e deve ter desdobramentos nos próximos dias.


Além de redefinir o quadro de deputados, a nova contagem pode impactar diretamente o equilíbrio de forças dentro da Alerj, inclusive em disputas estratégicas como a presidência da Casa, cargo que integra a linha sucessória do governo estadual.



 
 
 

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