Redução no ICMS do gás de cozinha entra em vigor, mas gasolina e diesel ficam mais caros
- Marcus Modesto
- 1 de fev. de 2025
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Economia:
A partir deste sábado (1º), cozinhar ficará um pouco mais barato para os brasileiros. Isso porque o ICMS sobre o gás de cozinha (GLP) foi reduzido de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida representa uma leve queda no preço do botijão de 13 kg, mas seu impacto pode variar conforme a região.
No entanto, a redução não será sentida na Bahia. A refinaria de Mataripe, privatizada, anunciou um aumento de 9,2% no preço do gás de cozinha, o que pode fazer o botijão subir até R$ 8, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás).
Aumento no ICMS dos combustíveis
Se por um lado o gás de cozinha ficou ligeiramente mais barato, outros combustíveis tiveram aumento de ICMS a partir de hoje. A gasolina passou de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, enquanto o diesel subiu de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. O etanol também foi impactado, já que sua alíquota segue a da gasolina.
As mudanças seguem o modelo adotado desde 2022, em que o ICMS é cobrado em valores fixos por litro ou quilo, ao invés de um percentual sobre o preço final. A cada outubro, o Confaz define as novas alíquotas, que passam a valer em fevereiro do ano seguinte.
Gás natural também terá redução
Além do gás de cozinha, o gás natural também ficará um pouco mais barato. A Petrobras anunciou uma redução de 1% no preço do gás natural vendido às distribuidoras. A queda é resultado da variação do petróleo Brent, que recuou 6% no último trimestre, apesar da alta de 5,3% do dólar.
Desde dezembro de 2022, o gás natural acumula uma queda de 23% no preço médio repassado às distribuidoras. O insumo é utilizado principalmente na indústria e no transporte coletivo de algumas cidades.
Impacto no bolso do consumidor
As mudanças nos tributos devem impactar o custo de vida dos brasileiros de maneira desigual. Enquanto o gás de cozinha e o gás natural apresentam leve redução, o aumento da gasolina e do diesel pode pressionar os preços do transporte e dos produtos que dependem da logística rodoviária.
Foto Agência Brasil




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